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Governo se reúne com lideranças policiais, pede fim da greve e recebe contraproposta

terça-feira, 1 de março de 2011 - 15:05 - Fotos: 
A reunião dos representantes das polícias Civil e Militar da Paraíba com os secretários de Estado de Comunicação, Nonato Bandeira; Finanças, Aracilba Rocha e da Administração, Gilberto Carneiro, culminou na elaboração de um documento com uma contraproposta da categoria policial à proposta apresentada ontem pelo Governo, durante reunião realizada na Cinep. Essa foi a quinta reunião do Governo com a categoria.

O Estado vai avaliar os pontos apresentados pelos representantes e discutir saídas para os pleitos dos policiais. “Contamos com o fim da greve para que as negociações avancem. A sociedade não pode ficar sem segurança pública. Isso é impensável e inegociável”, afirmou o secretário Nonato Bandeira.
 
O encontro, realizado na manhã de hoje, nas dependências do Centro Administrativo do Estado, na Secretaria de Comunicação, em João Pessoa, buscou o entendimento entre a categoria e o Governo do Estado, tendo como pautas mais urgentes, o fim da greve dos policias, iniciada na última segunda-feira (28), e a situação financeira do Estado.

Nonato Bandeira ressaltou que o entendimento do Governo é que a greve deve ser o último recurso no processo de negociação. “O Governo quer negociar com a categoria. Em nenhum momento nos opomos ao diálogo. Nós é que soubemos da greve pela imprensa. Não recebemos nenhum documento com as reivindicações da categoria. O Governo tem apenas 60 dias e está se instalando, se organizando. Temos que unir esforços, tendo o cidadão como principal beneficiário”, explicou.

Comissão – O secretário de Administração do Estado, Gilberto Carneiro, defendeu a necessidade de se formar uma comissão com representantes da categoria policial e do Governo do Estado, já que a proposta recorrente contempla os mesmos números da PEC. “Acho que seria importante a criação de uma comissão, para que os senhores tomassem conhecimento de como a PEC, ou qualquer proposta semelhante, vai refletir nas finanças do Estado. Temos que construir juntos, uma proposta que caiba dentro das possibilidades do Estado e dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal”, argumentou.

Segundo Aracilba Rocha, a proposta de formar uma comissão e elaborar um Projeto de Lei que possa beneficiar as polícias, sem prejuízos para o Estado, teve boa aceitação. Ela fez questão de apresentar a realidade financeira do Estado. Segundo ela, a Paraíba infringe a Lei de Responsabilidade Fiscal desde 2009 e o Governo Federal tem ameaçado o Estado – em caso de permanência na ilegalidade – com a suspensão no repasse dos recursos.

“O índice da folha de pagamento hoje é de 54% do total com servidores e quase 20% com os Poderes. Sem contar com o crescimento mensal da dívida, que hoje é de R$ 37 milhões. Estou trabalhando mais de 20h por dia para garantir que a situação do Estado se resolva em até seis meses. Para termos uma ideia, nossa receita líquida de fevereiro foi de cerca de R$ 467 milhões, contudo, o gasto chegou a R$ 527 milhões. Isso nos leva a um saldo negativo e ata nossas mãos para as questões de investimento e aumento salarial”, informou Aracilba.

Entidades presentes – Por parte das entidades representativas, participaram da reunião, o presidente do Sindicato e da Associação dos Delegados de Polícia Civil da Paraíba, Isaías Olegário; o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba, Antônio Erivaldo de Sousa; o presidente do Clube dos Oficiais da Polícia Militar, coronel Francisco de Assis; o ex-deputado federal Major Fábio; subtenente Marcílio Braz, presidente da Associação dos Sargentos e subtenentes da Polícia Militar; Sandro Bezerra, presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol); coronel Maquir Alves Cordeiro, da Caixa Beneficente; a presidente da Associação de Cabos e Soldados, cabo Eliane Santos; dentre outras representações das categorias.