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31 de maio de 2017

Governo reúne gestores de municípios para discutir enfrentamento da mortalidade materna



Maternidade_Mortalidade-Materna_-00273No Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna (30/5), a Secretaria de Estado da Saúde promoveu uma reunião com os secretários de saúde e gestores dos serviços dos 44 municípios onde houve registro de mortalidade materna em 2016 e 2017.

O encontro ocorreu no auditório do Conselho Regional de Odontologia (CRO), em João Pessoa. A atividade integra o Plano de Enfrentamento da Mortalidade Materna no Estado que tem como objetivo melhorar a assistência à mulher, com suporte técnico, monitoramento e articulação com os gestores municipais de saúde. As secretárias de Estado Cláudia Veras (Saúde) e Gilberta Soares (Mulher e Diversidade Humana) participaram da reunião.

“A reunião foi uma estratégia para compartilhar dados e preocupações. O Plano veio para organizar e dar visibilidade às várias ações que já existem. Mas, diante do número constante de mortes maternas, temos que unir forças e investir nossas energias porque esta é uma responsabilidade de todos”, disse Cláudia Veras.

“Precisamos nos unir e encarar a mortalidade materna como um problema sério que precisa ser enfrentado. Tomemos isso como um dever de casa”, sugeriu Gilberta Soares.

A presidente do Conselho de Secretarias Municipais da Paraíba (Cosems), Soraia Galdino, elogiou a iniciativa do Governo do Estado. “Este problema nos aflige e precisamos dar as mãos e encontrar soluções”, ponderou.

O presidente do Comitê Estadual de Redução da Morte Materna, Eduardo Sérgio, falou que a assistência à gestante acontece em três momentos: pré-natal; parto e puerpério (pós-parto). “Se a mortalidade está alta, precisamos rever a assistência, nas três situações, percebendo onde estão as falhas; observando as práticas e toda a rede de cuidado com a mulher”, declarou.

Durante o encontro, foi discutido o cenário da atenção à saúde obstétrica na Paraíba; apresentado o perfil da mortalidade materna; além de ser realizado um debate com os gestores sobre pactuações referentes ao atendimento em obstetrícia e apresentados dados da Atenção Básica.

O Plano – Neste ano, até o momento, já foram registrados 17 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 26 mortes. Mesmo que tenha ocorrido a redução, os dados continuam sendo preocupantes.

Dentro do Plano, estão previstos cursos sobre pré-natal, parto e puerpério para profissionais e gestores da Atenção Básica; inclusão do atendimento às gestantes na Caravana do Coração; visitas técnicas às maternidades; cursos sobre urgências obstetrícias para profissionais do Samu, entre outras atividades.

Ainda constam no Plano, a inserção dos profissionais do Programa Mais Médicos nas atividades de formações para os médicos e equipes vinculadas; acolhimento com Classificação de Risco Obstétrico nas maternidades da gestão estadual; implantação do colegiado de maternidades; realização dos Fóruns Perinatais nas Macrorregiões de Saúde e do Fórum ampliado sobre Saúde das Mulheres.

Outras ações devem ser incluídas, de acordo com as demandas, para garantir maior qualidade na atenção à saúde das mulheres, no que se refere, principalmente, ao parto e nascimento.

Rede Cegonha – As propostas foram detalhadas a partir dos componentes da Rede Cegonha, com o propósito de alinhar o plano com as diretrizes dispostas em âmbitos nacional, estadual e regional.

Caravana do Coração – Outro item que está no Plano de Enfrentamento da Mortalidade Materna na Paraíba é a inclusão do atendimento às gestantes pela equipe da Caravana do Coração. A quinta edição da Caravana acontece no período de 26 de junho a 8 de julho, em 13 municípios-sede que abrangem todo estado.

Além das crianças com cardiopatias congênitas e microcefalia, será ampliado o atendimento para captar 250 gestantes, em cada município por onde vai passar a Caravana (Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha, Pombal, Patos, Itaporanga, Princesa Isabel, Monteiro, Campina Grande, Picuí, Guarabira, Itabaiana, Mamanguape).