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Governo resgata a rede hospitalar do Estado com obras em várias regiões

segunda-feira, 28 de junho de 2010 - 15:38 - Fotos: 
“É um hospital de porte e que vai aliviar a dor e a peregrinação de muitos pacientes que têm de se deslocar para a Capital. Estamos muito agradecidos ao governador José Maranhão”. A declaração emocionada de Marleide Almeida do Nascimento, residente no município de Itabaiana, resume bem a importância da inauguração do hospital naquela cidade para os habitantes da região. Na última semana, além do Hospital de Itabaiana, o Governo entregou unidades hospitalares em Queimadas, Itaporoca e, nesta terça-feira (29), entrega as instalações físicas do Hospital de Trauma de Campina Grande, numa demonstração de que a saúde continua sendo prioridade na atual administração estadual.

A declaração de Marleide Almeida é enfatizada por Danizete Rodrigo Maciel, morador de Itapororoca, que destacou a iniciativa do Governo do Estado em concluir as obras do Hospital de Itapororoca, iniciadas em 2002 e paralisadas nos seis anos seguintes. “Foi da maior importância que pode existir para o nosso município e as cidades vizinhas. Aqui a gente contava com um posto de saúde e só atendia pequenas emergências. Por isso, os doentes tinham que se deslocar para João Pessoa, Guarabira ou Mamanguape. Esse hospital e governador José Maranhão merecem todo o respeito da nossa população”.

Em Campina Grande – O Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande deixa de ser sonho para se tornar realidade com a entrega das instalações físicas pelo Governo do Estado. No sábado (26), os 22 mil metros quadrados da unidade hospitalar impressionaram e emocionaram prefeitos da região, profissionais da área de saúde e representantes da sociedade civil que participaram de visita técnica à obra.

“O hospital pode se constituir no orgulho de todo paraibano”, assim resumiu a obra o governador José Maranhão. Os presentes à visita técnica, até mesmo os leigos na área de saúde, visitaram as alas, analisando desde a simples torneira até os equipamentos, todos de última geração. Os corredores do hospital, que já é considerado o maior de referência no Nordeste, ficaram estreitos para os visitantes, que fizeram questão de averiguar cada detalhe.

Atendimento – “Os paraibanos merecem”, fez questão de dizer o governador na chegada ao hospital, localizado no Bairro de Bodocongó, no sábado (26). Com investimentos de aproximadamente R$ 100 milhões, o equipamento terá capacidade para atender a 1,9 milhão de paraibanos (52% da população do Estado), incluindo Agreste e Borborema (70 municípios) e Cariri e Sertão (mais 88 cidades), totalizando 158 municípios.

Sobre o funcionamento efetivo da unidade, Maranhão explicou que um hospital desse porte não pode cair de ‘pára-quedas’ para a população. E explicou: “Tem todo um processo de ajustagem de equipamentos, além de um processo meticuloso de treinamento e capacitação dos profissionais que vão lidar com essas máquinas de última geração”. A previsão é de que o treinamento durante de dois a três meses.

Mais obras – Estão em obra na Paraíba, incluindo construção, reforma e ampliação, nove outras unidades: Distrital de Taperoá, Regional Santa Filomena (Monteiro), Regional Felipe Tiago Gomes (Pecai), Maternidade Peregrino Filho (Patos), Hospital Municipal de São Bento, Hospital Municipal de Pedras de Fogo, Regional e Maternidade Senador Ruy Carneiro (Pombal), Hospital Municipal e Maternidade Alice de Almeida (Come) e Hospital de Belém do Brejo do Cruz.

O Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande está localizado no Bairro de Bodocongó e será referência no Nordeste. Foram investidos R$ 100 milhões, sendo R$ 44,3 milhões na construção e R$ 55 milhões em equipamentos. Terá capacidade de disponibilizar atendimento a 1,9 milhão de paraibanos (52% da população do Estado), incluindo Agreste e Borborema (70 municípios) e Cariri e Sertão (mais 88 cidades) totalizando 158 municípios. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) está definindo como será a gestão daquela unidade hospitalar.

O Complexo Hospitalar Clementino Fraga (em João Pessoa) integra a rede estadual de saúde da Paraíba. Foram investidos R$ 19,6 milhões, sendo R$ 9,3 milhões na reforma e ampliação e R$ 10,3 em equipamentos de tecnologia de ponta. O resultado é um aporte de quase 50% a mais de leitos (passou de 103 para 154), uma unidade de terapia intensiva (UTI) funcionando e uma estrutura completa para atender com mais qualidade aos pacientes com doenças infecto-contagiosas, de todo o Estado.

O Hospital Regional e o Hemonúcleo (em Itabaiana) são unidades que vão beneficiar 250 mil habitantes do Agreste paraibano. Foram investidos recursos na ordem de mais de R$ 7 milhões. O Hospital de Itabaiana teve a construção iniciada em 2001 e foi retomada em janeiro deste ano, pela atual gestão estadual.

O Hemonúcleo integra o complexo hospitalar do regional daquela cidade e foi entregue todo pronto, mas nunca funcionou. Só agora o equipamento vai começar a coletar sangue e se juntar à rede de dez hemonúcleos instalados em Piancó, Monteiro, Picuí, Patos, Itaporanga, Guarabira, Cajazeiras, Catolé do Rocha, Sousa e Princesa Isabel. O Hemonúcleo vai dar suporte às cirurgias do Hospital Regional e deve ser coletado sangue de 100 doadores/mês. No local serão realizados alguns testes de classificação sanguínea e pesquisas de anticorpos.

Além dos mais de 25 mil habitantes de Itabaiana, a nova unidade hospitalar vai cuidar da saúde dos moradores de Juripiranga, Salgado de São Félix, Itatuba, São Miguel de Taipu, Pilar, São José dos Ramos, Ingá, Mogeiro, Gurinhém, Caldas Brandão e Riachão do Bacamarte.

O Hospital de Itapororoca foi iniciado em 2002, mas ficou paralisado nos seis anos seguintes. A obra, retomada ano passado, teve investimentos do Governo do Estado da ordem de R$ 4.575.225,26, entre parte física e equipamentos. O hospital tem 1.429,26 metros quadrados e fica em uma área de 10 mil metros quadrados. São 18 leitos, sendo seis para observação, nove para internação, dois para pré-parto e um para isolamento.

O Hospital Estadual ‘Dr. Patrício Leal’ (em Queimadas) beneficiará mais de 40 mil pessoas e mais a população de 12 cidades daquela região. O investimento foi de R$ 6.081.149,50 na conclusão das instalações físicas e em equipamentos. Além das 350 internações por mês, o hospital vai oferecer consultas em clínica geral, obstetrícia e pediatria e cirurgia geral. A unidade terá capacidade para realizar, por ano, 6.456 internações e 4.838 consultas de urgência, 1.210 consultas em trauma e 25.400 consultas especializadas.

Da Secom-PB