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14 de março de 2014

Governo registra queda no número de casos de meningite na Paraíba



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), vem fazendo o monitoramento da meningite por toda a Paraíba. De acordo com a SES, o número de casos da doença no Estado está dentro da média.

No ano de 2013, foram confirmados 72 casos dos 184 notificados. Este ano, em igual período avaliado (janeiro a 1º de março) são 16 casos notificados e cinco confirmados, enquanto que em 2013 foram 58 notificados e 16 confirmados. Quantos aos óbitos, foram registrados 17 em 2012, 13 em 2013 e, neste ano, até agora foram três óbitos (nas cidades de Lagoa Seca, São José do Bonfim e João Pessoa).

Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, os casos estão ocorrendo de forma isolada em diferentes cidades e não há indicação de vacinação de bloqueio segundo os protocolos preconizado pelo Ministério da Saúde (MS). “Todos os casos devem ser notificados pelos municípios e estamos acompanhando todas as ações realizadas por eles, orientando-os quando necessário”, ressaltou a gerente.

A doença – A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que revestem o cérebro. Ela pode ser viral ou bacteriana. A bacteriana, também conhecida como meningite meningocócica, é a forma mais agressiva da doença. Se for a causada por bactéria, o tratamento é com antibiótico, mas só depois de diagnóstico, através de exame feito por punção na coluna lombar, retirando uma amostra do líquido cefalorraquidiano (LCR) para análise. Se confirmado, o caso tem que ser informado à Secretaria de Saúde Municipal por ser de notificação compulsória. Deve ser feita uma investigação para identificar os familiares e pessoas próximas e fazer uma quimioprofilaxia para evitar a propagação da doença, que é contagiosa por meio de contato com a saliva do paciente.

A meningite viral é causada por vírus que costumam se manifestar no verão e afetar principalmente jovens a partir dos 15 anos. Esse tipo de meningite é menos grave e desenvolve sintomas parecidos com os da gripe, como febre, mal-estar e dores no corpo, que, se tratados corretamente, podem desaparecer em 10 dias. A transmissão é feita por contato direto com secreções de pessoas infectadas.

Pode ser transmitida pelo doente ou pelo portador através da fala, tosse, espirros e beijos, passando da garganta de uma pessoa para outra. Nem todos que adquirem o meningococo ficam doentes, pois o organismo se defende com os anticorpos que cria através do contato com essas mesmas bactérias, adquirindo, portanto, resistência à doença. As crianças de 6 meses a 1 ano são as mais vulneráveis ao meningococo, porque geralmente ainda não desenvolveram anticorpos para combatê-la.

Sinais e sintomas – Febre alta, dor de cabeça forte, vômitos (nem sempre, inicialmente), rigidez no pescoço (dificuldade em movimentar a cabeça), manchas vinhosas na pele, estado de desânimo e moleza. Nos bebês, pode-se também observar moleira tensa ou elevada, gemido quando tocado, inquietação com choro agudo e rigidez corporal com movimentos involuntários.

Tratamento da doença – O tratamento da meningite no Estado pode ser realizado em qualquer hospital que tenha Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os hospitais referência no tratamento da meningite são o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) e Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, além do Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande. O tratamento da doença é feito por meio de antibióticos.

Todos que tiverem contato prolongado ou íntimo com um paciente com meningite devem iniciar tratamento preventivo com antibióticos nas primeiras 24 horas após a identificação do primeiro caso. Também é necessário ficar em observação por 10 dias, não sendo necessário o internamento, e procurar atendimento médico caso apresente qualquer sintoma.

Prevenção e vacinas – A vacina contra Meningococo C está atualmente disponível na rede pública para crianças com menos de 1 ano (doses aos 3, 5 e 15 meses), pois faz parte do Calendário Básico de Vacinação da Criança do Ministério da Saúde. A vacina contra o Haemophilus influenzae tipo B também protege contra a meningite e faz parte do calendário. Outras formas de prevenção incluem: evitar aglomerações, manter os ambientes ventilados e fazer a higiene ambiental.

De acordo com a Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (GEVS), as Vigilâncias Municipais de Saúde devem orientar a população sobre a prevenção e notificar, imediatamente,a SES sobre a ocorrência de qualquer caso suspeito de meningite. Para isso foi disponibilizado o telefone 8828-2522 (plantão 24h).

A SES faz o monitoramento constante de ocorrências das doenças de notificação compulsória. Quando alguma delas sai do que é considerado padrão de normalidade, a SES faz orientações aos municípios, envia notas técnicas, além capacitar profissionais e fazer orientações de vigilância.

Para maiores informações e esclarecimentos, entrar em contato com o Centro Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde Estadual (Cievs) pelo telefone (8828-2522) ou Área Técnica da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (3218-7331).