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Governo do Estado reforça ações para melhorar qualidade da saúde bucal dos paraibanos

segunda-feira, 7 de novembro de 2011 - 11:28 - Fotos:  João Francisco/Secom-PB

 No ano passado, 14 mil pessoas tiveram câncer de boca em todo o país, e 10,6 mil delas foram homens, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Na Paraíba, apenas 42,8% da população afirmou ter se consultado com um dentista em um intervalo de 12 meses, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Preocupada com a saúde bucal dos paraibanos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) está investindo na aquisição de equipamentos modernos e na ampliação de profissionais dentistas para melhorar a qualidade dos serviços odontológicos públicos prestados em todo o Estado.

A SES lembra que todos os atendimentos básicos, de baixa complexidade, como tratamento periodontal (obturações e restaurações) e de exodontia (extração) podem ser feitos por qualquer uma das 1.231 equipes de Saúde da Família distribuídas no território paraibano. Já os tratamentos mais complexos podem ser atendidos pelos 247 Centros de Especialidade Odontológicas (CEOs), que possuem mais de 1,7 mil dentistas. O atendimento é em regime de urgência 24 horas, inclusive aos sábados, domingos e feriados. A SES conta também com 71 Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD).

Somente no Centro Odontológico de Cruz das Armas (Coca), há 68 profissionais que atendem diariamente 260 pacientes. Segundo a diretora do Centro, Márcia Luciana Machado, a maior demanda de atendimentos é para o serviço de endodontia, principalmente realização de canal. “Mas também temos uma demanda elevada para cirurgias e identificação de lesões pré-cancerígenas, além das radiologias e próteses”, comentou.

Para fortalecer as ações de saúde bucal também nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e beira de leito das clínicas e hospitais do Estado, a SES direcionou 68 dentistas do quadro de profissionais. As equipes serão responsáveis por ações focadas nos pacientes como assepsia bucal de internos em coma, por exemplo, para que não fiquem expostos a contaminações ou infecções.