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Governo recupera Várzeas de Sousa após danos de 6 anos de abandono

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 - 11:44 - Fotos: 

O governador José Maranhão afirmou em Uiraúna, na última sexta-feira (8), que os trabalhos atualmente realizados no projeto de Irrigação das Várzeas de Sousa objetivam recuperar os danos que ocorreram pelo abandono do projeto durante seis anos. “Desde o nosso governo anterior nós deixamos esse empreendimento pronto para funcionar”, declarou Maranhão.

Em 2002 o canal da redenção estava funcionando com todos os seus equipamentos; foi construída a Estação de Bombeamento d’Água e a água chegou à cabeça dos lotes e toda a área de 6 mil hectares foi indenizada, com pagamento aos ex-proprietários das terras. “O projeto tinha tudo para, no prazo de um ano, um ano e meio, funcionar a pleno vapor. Lamentavelmente, essa não foi a opção do governo passado, o projeto foi abandonado”, afirmou o governador, assegurando que, agora, o Projeto Várzeas de Sousa vai funcionar.

A Caravana do Trabalho, formada por um grupo de jornalistas, visitou o projeto de Irrigação das Várzeas de Sousa na manhã do último sábado (9). O engenheiro fiscal do projeto, Haroldo Sobreira Vanderlei, recepcionou as equipes de vários veículos de comunicação que percorreram diversos setores do perímetro, a partir do reservatório de compensação e da estação de bombeamento, inauguradas pelo governador Maranhão em 2001, junto com o canal da redenção, que tem uma extensão de 37 quilômetros e faz a captação na barragem Corema-Mãe d’Água.

O projeto prevê a irrigação de uma área total de 4.376 hectares, (341 lotes), sendo 178 destinados a pequenos produtores para exploração de fruticulturas (banana, goiaba e manga) e para a pecuária. A área total dos pequenos irrigantes é de 992,5 hectares. Já o setor destinado aos 19 lotes empresariais equivale a 1.007 hectares, sendo 1.535,09 hectares da Santana Algodoeira; 324,17 há da Mocó Agropecuária e outros 49,37 há destinados a Agroveter. O projeto tem ainda 3 lotes destinados à pesquisa e experimentação através da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária – EMEPA e a Escola Agrotécnica Federal de Sousa, com área de 40 hectares. Existem ainda 141 lotes hectares administrados pelo INCRA para assentamento de agricultores familiares.

O sistema de distribuição de água para irrigação do perímetro funciona por gravidade desde o reservatório de distribuição até os pontos de tomada d’água na entrada de cada lote. A rede de distribuição tem linha adutoras, sendo uma principal, quatro secundárias, doze terciárias e onze quatemárias. A rede de distribuição de água para irrigação tem extensão de 47,6 quilômetros e a rede de drenagem superficial e coletora com 52,36 quilômetros e drenagem subterrânea com 226,42 quilômetros. O perímetro tem 55 quilômetros de estradas. o Distrito de Irrigação terá um Centro Gerencial, a ser construído.

Serviços em Execução – Na área dos pequenos produtores, de 44,58 km, a drenagem superficial executada atinge 25,95 km, restam 18,63 km a executar. No setor empresarial com 7,78 km, faltam ser executados5,78 km. A drenagem subterrânea nos lotes dos pequenos irrigantes corresponde a 226,42 km, foram executados 103,23 km. As estradas de acesso do perímetro estão praticamente concluídas, faltando a construção de 46 bueiros. Na rede de distribuição de água para irrigação com 47,6 km, restam ser executados 8,59 km.

Josélio Carneiro, com fotos de ManodeCarvalho