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Governo realiza seminário sobre violência contra a mulher na Funad

terça-feira, 22 de março de 2011 - 18:32 - Fotos: 
“Mulheres com deficiência: vencendo barreiras e enfrentando a violência sexual” é o tema do seminário que foi realizado na tarde desta terça-feira (22) no auditório da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), em  João Pessoa.  O evento faz parte da programação da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana em comemoração ao Dia da Mulher, que será realizada até 31 de março.

Dirigido às servidoras da instituição e mães de portadores de deficiência, o evento teve como palestrante a secretária executiva da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares. Segundo ela, o objetivo do seminário foi sensibilizar e fortalecer a ideia de que as mulheres portadoras de deficiência são mais vulneráveis à violência física e sexual doméstica.

 “A violência física vai desde os maus tratos, ou seja, a recusa da alimentação, da medicação e a forma rude como essa pessoa é tratada, além do isolamento. Em se tratando das mulheres portadoras de deficiência mental, principalmente, uma violência bem conhecida é a sexual doméstica. Isso porque elas estão muito mais vulneráveis. O que agrava ainda mais a situação é que, em muitos casos, as pessoas não acreditam num relato de uma vítima deficiente. Ela é desacreditada socialmente”, ressaltou.

Segundo dados do Censo Demográfico 2000 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,5% da população brasileira era portadora de deficiência. Desse total, 46 mil eram mulheres. Para a Presidente da Funad, Simone Jordão, iniciativas como essas são de fundamental importância. “Discutir a questão da violência sexual, principalmente contra mulheres portadoras de deficiência, é preciso para estabelecer mecanismos de defesa por serem muito mais vulneráveis e não terem como se defender”, garantiu.

A filha caçula de Maria do Desterro de Andrade Rodrigues tem Síndrome de Down.  A dona de casa garante que Marilane de Andrade, de 20 anos, não sai de casa sozinha nem fica na companhia de outra pessoa que não seja da mãe.  Para ela, o seminário é mais do que um alerta. “Apesar de ter 20 anos, minha filha é uma criança. Não fala em namorar. Graças a Deus, nunca ouvi da boca dela, de que teria sofrido algum tipo de violência. Espero que nunca chegue esse dia. Não sei o que faria. Esse seminário é importante porque ajuda a mim e as outras mães como identificar o problema e como pedir ajuda”, afirmou.