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Governo realiza Projeto Acordes Eficientes e forma primeira banda marcial de cadeirantes

quarta-feira, 19 de agosto de 2015 - 17:22 - Fotos: 

Força de vontade, perseverança e determinação. Estas são as principais características dos alunos do Projeto Acordes Eficientes, executado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), com apoio da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad).

O projeto, que tem à frente o professor Sandoval Moreno de Oliveira, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), objetiva incentivar cadeirantes a tocar instrumentos e formar uma banda marcial para realizar apresentações em eventos.

“A gente vê que o cadeirante se destaca nos esportes, nas artes, mas na música ainda não existe, por exemplo, uma banda formada só por eles. Temos um ou outro tocando instrumento de forma isolada, mas não em grupo. Seremos a primeira banda de cadeirantes do Brasil e do mundo”, explicou.

Instrumentos e transporte garantidos – Todos os instrumentos utilizados durante as aulas do projeto foram adquiridos pelo Governo do Estado, por meio da Sedh. Entre eles estão bombardinos, trombones, trompetes,trompos e percussão.

As aulas acontecem todas as quartas e sextas das 9h às 11h. Os alunos do projeto são conduzidos em um transporte da Funad até a Fundação, onde têm espaço adequado. Após o período em sala, os alunos levam dever de casa para garantir os exercícios fora da aula, uma forma de treinar ainda mais as informações adquiridas.

Dedicação – Além do professor Sandoval, o monitor João Paulo Silva acompanha o grupo, tira dúvidas e incentiva a turma. “Aqui a gente orienta, também, para que eles possam se interessar pela área acadêmica e fazer o curso de Licenciatura ou Bacharel em Música na UFPB”, disse.

Para quem faz parte do projeto, integrar o grupo é uma alegria, como destaca Hortêncio Martins, da equipe de Paradesporto de Basquete da Paraíba.

“Estava em casa quando um amigo chegou e me falou do grupo. Passei a frequentar, mas quase desisti porque tem que perseverar, mas agora estou gostando muito, porque estou me sentindo muito bem a cada dia”, afirmou.

O casal de alunos, Antônio Silvio e Maria das Graças Sousa, diz que a música só faz bem para a alma, tira o estresse e alivia a tensão nervosa.

“Aqui está sendo muito proveitoso, porque este projeto é inédito, já que não existe uma banda marcial com cadeirantes. Então, eu e meu esposo, estamos muito felizes em fazer parte esta iniciativa”, disse.