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Governo realiza Manejo Clínico da Influenza para Profissionais da 1ª Macrorregião  

segunda-feira, 2 de maio de 2016 - 17:08 - Fotos: 

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou nesta segunda-feira (2) o Manejo Clínico da Influenza para os profissionais de saúde da 1ª Macrorregião – 1ª, 2ª e 12ª Gerências Regionais de Saúde (64 municípios). O evento, realizado das 8h ao meio dia, no auditório do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), teve o objetivo de qualificar os profissionais da assistência para que eles possam identificar precocemente os casos suspeitos de influenza e intervir oportunamente, evitando as formas graves e óbito ocasionados pela doença.

O treinamento foi destinado aos profissionais da rede hospitalar estadual, entre médicos, enfermeiros, coordenadores de enfermagem, coordenadores de vigilância epidemiológica municipais, além de representantes dos núcleos de vigilância hospitalar e da Comissão de Controle de Infecção hospitalar (CCIH).

“O aumento do número de casos notificados de influenza no Estado e o fato de não termos realizado este manejo clínico no ano passado reforçaram a necessidade da qualificação dos profissionais. Além disso, estamos nos aproximando do período das Olimpíadas e isso também faz com que seja imprescindível a atualização dos conhecimentos sobre a doença”, informou a gerente de Vigilância Epidemiológica da SESIzabel Sarmento.

Durante o manejo clínico foram abordados temas como diagnóstico, tratamento, medidas de prevenção e controle, além das orientações sobre a notificação e imunização contra a influenza. “No Estado, estamos em uma situação que não é de alarde, mas, sim, de vigilância. Quando qualificamos os profissionais, colocando os protocolos que o Ministério da Saúde dispõe, tornamos a vigilância frente à influenza bem mais eficaz, possibilitando a identificação precoce da doença e, consequentemente, tratando oportunamente e evitando as complicações e óbitos”, declarou a gerente.

Izabel informou, ainda, que os números de casos de influenza no Estado estão dentro do esperado para esta época do ano. “Com o aumento das chuvas, é natural que a síndrome gripal apareça. Nossa missão, enquanto gestores, é manter os profissionais capacitados e preparados para assistir qualquer caso suspeito que chegue às Unidades de Pronto Atendimento ou hospitais”, disse.

A campanha de vacinação contra a influenza, que começou oficialmente no dia 30 de abril e vai até 20 de maio, também entrou em pauta no manejo clínico. A vacina tem duração de um ano e não previne a doença. Ela previne complicações que a gripe pode causar como síndromes e hospitalizações.

“A meta total é vacinar 759.280 pessoas (80% do público-alvo) em todo o Estado. Para este ano, os grupos prioritários da vacinação contra a gripe são: crianças de seis meses a cinco anos, idosos com mais de 60 anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram bebês nos últimos 45 dias), presidiários e trabalhadores do sistema prisional, população indígena, trabalhadores de saúde, portadores de doenças crônicas e jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas”, informou a enfermeira do Núcleo de Imunização da Ses, Márcia Mayara.

Foram repassadas aos profissionais, também, orientações sobre as notificações de casos, ressaltando as diferenças entre síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave. “A gripe simples é aquela em que o paciente está bem, podendo evoluir tranquilamente em casa com hidratação e repouso. Já a síndrome respiratória aguda grave é quando o paciente tem necessidade de internamento e é exatamente nestes casos que deve acontecer a notificação e a coleta de amostras. Este cuidado maior serve para identificar corretamente as causas da complicação: se realmente é a influenza ou um resfriado e qual o tipo do vírus”, explicou a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da Ses, Anna Stella Pachá.

A bioquímica responsável pelo setor de Virologia e Imunologia do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), Dalane Loudal, abordou sobre a forma correta de coletar as amostras a serem encaminhadas ao Laboratório. “O período ideal de coleta é até o sétimo dia do início dos sintomas, preferencialmente no terceiro dia onde normalmente a excreção viral é maior. O profissional deve evitar coletar amostras com mais de sete dias, porque certamente o paciente não estará mais excretando o vírus e o exame dará negativo ou impreciso. É muito importante que essas amostras sejam coletadas corretamente para que possamos identificar com precisão a presença do vírus H1N1 ou outro que tenha ocasionado a influenza”, afirmou.