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13 de maio de 2013

Governo realiza III Semana Estadual de Luta Antimanicomial



O Governo do Estado inicia nesta terça-feira (14) a programação alusiva à III Semana Estadual de Luta Antimanicomial, que este ano tem como tema “Que Lugar Ocupar?”. A abertura oficial das atividades acontecerá às 19h, no auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba, campus de João Pessoa, com a palestra “O Processo de Implantação e Ampliação da Rede de Atenção Psicossocial”, que terá como conferencista a coordenadora Adjunta da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e outras drogas do Ministério da Saúde, Fernanda Nicácio.

Antes da abertura oficial, durante todo o dia, também no auditório da Reitoria da UFPB, acontecerá a Oficina de Redução de Danos com a realização de rodas de conversas sobre o tema, além de apresentações culturais. A III Semana Estadual de Luta Antimanicomial se prolongará até o dia 18, Dia Nacional de Luta Antimanicomial.

Em João Pessoa, nos dias 15, 16 e 17 serão debatidos vários temas a exemplo de “Dialogando sobre Internação Compulsória”, “ Discutindo a Questão da Violência: da Percepção à Notificação dos Casos”, “Conversando sobre a Desinstitucionalização”, “Atenção à Urgência e Emergência em Saúde Mental”, além da realização da “Marcha com Amigos, Profissionais, Familiares e Usuários de Saúde Mental”.

Nas cidades do interior do Estado, onde existem serviços na área de saúde mental, também acontecerão atividades alusivas à III Semana Estadual de Luta Antimanicomial, como a realização de rodas de conversas sobre o tema, apresentações culturais, debates, palestras, oficinas, distribuição de material informativo sobre o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), caminhadas, dentre outras atividades.

Segundo a coordenadora estadual de Saúde Mental, Shirlene Queiroz de Lima, a Paraíba pode comemorar esta data, pois o Estado ocupa o primeiro lugar no Brasil com a maior cobertura de Caps por número de habitantes e com isso conta com uma rede preparada para acolher e atender bem os dependentes químicos. No total são 79 CAPS nas seguintes modalidades: Caps I, II e III, Caps I Caps-AD e Caps AD-III. que são serviços que atendem a esta demanda.

Estamos implementando a Rede de Atenção Psicossocial nas 16 Regiões de Saúde da Paraíba e esta rede em muito beneficia o atendimento a pessoas com problemas de saúde decorrentes do uso de crack e outras drogas”, destacou Shirlene Queiroz. Ela citou como exemplo os Caps AD III em Princesa Isabel e em Pombal, que já estão em funcionamento, além de recursos já repassados pelo Ministério da Saúde para novos Caps AD III em Cabedelo, Piancó e em Campina Grande, além de duas unidades de Acolhimento Estadual que funcionam em João Pessoa.

Ao término das implementações destas redes, todas as regiões de saúde terão, além dos serviços que já possui, uma unidade de acolhimento regional e ao menos um Caps AD III (24 horas Regional). Mas é preciso que os municípios articulem também as outras secretarias para o desenvolvimento de uma política voltada para a temática das drogas que seja intersetorial e com ações de prevenção”, afirmou, ao enfatizar que a qualidade do serviço tem sido melhorada com a implantação de uma nova política de assistência à saúde mental.

Confira as modalidades de Caps que instituem a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde.

Caps I – Localizados em municípios com população entre 20 mil e 70 mil habitantes. Funcionam de segunda à sexta, das 8h às 18h. Atendem pessoas com transtornos mentais e com problemas relacionados ao consumo de álcool e outras drogas;

Caps II – Com equipe multidisciplinar mais numerosa, os Caps II atendem situações de saúde mental nos municípios com população entre 70 mil e 200 mil habitantes, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Caps III – Estes serviços de saúde mental funcionam 24 horas, inclusive finais de semana e feriados, e podem ser implantados em municípios com mais 200 mil habitantes.

Caps-AD – Cidades que tenham mais de 100 mil habitantes têm indicação de implantar CAPSad para atender pessoas que usam álcool e outras drogas.

Capsi – Serviços de saúde propostos para atender crianças e adolescentes com algum tipo de transtorno mental (incluindo álcool e outras drogas) em municípios com mais de 100 mil habitantes.

O que é o CAPS?

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são instituições brasileiras que visam à substituição dos hospitais psiquiátricos – antigos hospícios ou manicômios – e de seus métodos para cuidar de afecções psiquiátricas. Os Caps, instituídos juntamente com os Núcleos de Assistência Psicossocial (NAPS), através da Portaria/SNAS Nº 224 – 29 de janeiro de 1992, são unidades de saúde locais/regionalizadas que contam com uma população definida pelo nível local e que oferecem atendimento de cuidados intermediários entre o regime ambulatorial e a internação hospitalar, em um ou dois turnos de 4 horas, por equipe multiproffisional, constituindo-se também em porta de entrada da rede de serviços para as ações relativas à saúde mental.