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Governo realiza curso de piscicultura para reclusos da Penitenciária de Segurança Máxima de Mangabeira

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014 - 18:18 - Fotos: 

A Penitenciária de Segurança Máxima Criminalista Geraldo Beltrão, em Mangabeira, iniciou, na tarde desta quinta-feira (20), o curso de piscicultor, que está capacitando 20 reclusos, visando a ampliação do projeto de piscicultura implantado na Unidade Prisional, pioneiro no Nordeste. A capacitação é a primeira etapa da parceria firmada entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap).

O secretário de Administração Penitenciária, Wallber Virgolino, ressaltou que este é um projeto que vem dando certo e que agora terá melhores condições de ser ampliado através desta parceria. “O Governo do Estado vem investindo de forma contínua no melhoramento das estruturas físicas das unidades prisionais, assim como na melhoria das condições necessárias para o desenvolvimento das atividades de ressocialização. Desta forma, esta parceria com a Sedap vai nos proporcionar um melhoramento técnico nesta área específica que é a pesca, assim como vai beneficiar os reeducandos com a possibilidade de aprender uma profissão e ter uma qualificação profissional e, consequentemente, trilhar novos rumos após o cumprimento da pena”, afirmou.

Ampliando as ações – O Governo do Estado está ampliando o projeto com novos tanques, destinados a produzir peixes da espécie de tilápia, que serão consumidos pela própria população carcerária da unidade e o excedente será destinado a escolas da rede pública estadual de ensino melhorando a carga nutricional da merenda escolar. A parceria entre as secretarias vai proporcionar a construção de novos tanques, o fornecimento de ração e o acompanhamento técnico das ações.

O secretário da Sedap, Salles Dantas, também falou da importância do projeto de ressocialização através do trabalho. “Temos o entendimento que se nós socializarmos essas pessoas que estão em uma fase bem relacionada com as normas de presídios, nós vamos trazer sonhos, porque na verdade a maioria deles olhava para o teto e não tinha expectativa do que fazer depois de cumprir sua pena, e agora, com o Governo do Estado ensinando esta atividade, os mesmos podem obter lucros e sustentar a sua família no futuro, quando saírem do presídio, uma vez que atualmente o peixe é um negócio lucrativo no Brasil, com o aumento gradativo do consumo por pessoa”, comentou.

O engenheiro de pesca Davi Sobrinho, que é ministrante do curso, informou que os alunos vão aprender noções básicas de piscicultura. “Nossa metodologia é mostrar o conteúdo programático do curso, focalizando o racionamento para alimentar os peixes, a forma de cultivo e boas práticas de manejo para que eles possam ter uma noção básica de fazer seu próprio cultivo, ou mesmo de dentro do presídio aproveitar a estrutura que já existe de alguns viveiros para dar continuidade cultivar o peixe para alimentação”, adiantou.

Para o diretor da unidade, João Rosas, “o curso possibilitará aos reeducandos a aprendizagem de técnicas adequadas para o manejo dos alevinos melhorando a alimentação servida na unidade e enriquecendo a merenda escolar das crianças em diversas escolas da rede pública estadual de ensino, além de ser uma nova perspectiva de trabalho em um mercado que busca profissionais cada vez mais capacitados”.