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4 de março de 2013

Governo promove Seminário Paraibano de Atualização em Hanseníase



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza dos dias 6 e 7 de março o Seminário Paraibano de Atualização em Hanseníase. O evento acontecerá no Hotel Netuanah, na Praia Cabo Branco e será destinado aos profissionais de saúde que trabalham com o diagnóstico da doença em todo o Estado. De acordo com a SES, em 2011 foram diagnosticados 687 casos novos de hanseníase na Paraíba e em 2012, já são 612 (dados parciais).

Entre os participantes, o evento vai contar com a presença da coordenadora geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Rosa Castália, dentre outros profissionais de vários Estados brasileiros, que irão debater diversos temas sobre a doença. “Com esse seminário, queremos capacitar e atualizar esses profissionais para o diagnóstico da hanseníase”, explicou a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado da Saúde, Mauricélia Holmes.

O seminário vai contar com duas mesas redondas: uma enfocando a situação epidemiológica nas gerências regionais prioritárias da hanseníase, que são a 1ª, 3ª, 9ª e 11ª, onde se concentra o maior número de casos da doença; e a outra sobre experiência da reabilitação socioeconômica e grupos de autocuidado em hanseníase no Estado da Paraíba. Também acontecerão palestras enfocando os temas Situação Epidemiológica  da Hanseníase no Brasil e na Paraíba, Vigilância Epidemiológica da Hanseníase: desafio do exame dos contatos; Prevenção de Incapacidade em Hanseníase;  Comprometimento Neural da Hanseníase; Ações de Controle da Hanseníase – Diagnóstico e Tratamento e Importância do Sistema de Informação: Monitoramento dos Indicadores.

A chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da SES, Mauricélia Holmes, explica que o diagnóstico da hanseníase é realizado em toda Rede Básica de Saúde, tendo como referências regionais os municípios de Campina Grande, Patos e Cajazeiras e como referência estadual o Complexo Hospitalar de Doenças Infecto-Contagiosas Clementino Fraga, em João Pessoa.

Doença – A hanseníase é uma doença infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde mais próximo.

É preciso observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam, mas que causam a sensação de formigamento e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

Tratamento – Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar incapacidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento, gratuito e eficaz pode durar de seis a 12 meses. Os medicamentos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde.