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23 de maio de 2013

Governo promove mini-simpósio para avaliar atuação da Rede de Cardiologia Pediátrica



O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, realiza nesta sexta-feira (24), em parceria com a Rede de Cardiologia Pediátrica de Pernambuco e Paraíba (RCP) e do Círculo do Coração (CirCor), um mini-simpósio sobre a abordagem da criança cardiopata. O evento acontece a partir das 9 h, no auditório do Conselho Regional de Medicina (CRM), em João Pessoa.

De acordo com a secretária Executiva de Saúde do Estado, Cláudia Veras, a Rede de Cardiologia Pediátrica de Pernambuco e Paraíba está completando um ano e seis meses e, para marcar a data, o Governo do Estado resolveu realizar este evento, que vai contar com a participação de toda a equipe de profissionais que compõe a RCP.

Cláudia Veras explicou que o simpósio marcará o início de mais uma rodada de capacitação profissional em cardiologia pediátrica. “Vamos abordar vários assuntos de interesse para o pediatra e demais colegas da equipe de saúde”.

O evento será aberto pela cardiologista Sandra Mattos, coordenadora geral do projeto que criou a RCP. O simpósio vai contar com palestras e mesas redondas e entre os temas a serem abordados estão: A História da Rede, Insuficiência Cardíaca Congestiva, Os 10 Mandamentos do Ecocardiograma, Cardiopatias Congênitas, Principais Cardiopatias, Casos Clínicos, Diagnóstico Diferencial, Acompanhamento de Crianças com Cardiopatias, Acompanhamento Multidisciplinar, Exames complementares e Crise de Cianose.

Sobre o serviço- De acordo com o coordenador da Rede Paraibana de Cardiologia, Cláudio Teixeira Regis, a RCP é um programa implantado para estruturar a assistência cardiológica a fetos, recém-nascidos e crianças atendidas pelo sistema público de saúde paraibano. O serviço atua na capacitação dos profissionais do sistema público de saúde, em especial neonatologistas, ultrassonografistas, pediatras e enfermeiros, visando o diagnóstico e o tratamento das doenças cardíacas em crianças.

As equipes são treinadas para realizar a triagem neonatal por oximetria de pulso, exame feito nas primeiras 24 horas de vida do bebê, capaz de detectar doenças cardíacas congênitas; e a triagem neonatal com ecocardiograma realizado pelo neonatologista, com supervisão de um cardiologista online. Além disso, contam com a assistência clínico-cirúrgica dos médicos ligados ao Círculo do Coração de Pernambuco.

No total, participam do projeto 12 maternidades distribuídas em nove municípios paraibanos, espalhados do Litoral ao Sertão, estruturadas para realizar o diagnóstico básico da cardiopatia,  e um hospital pediátrico com serviço de ambulatório, internamento e cirurgia, totalizando mais de 80 profissionais envolvidos.  “Sendo identificada alguma anormalidade, os bebês são encaminhados para o Hospital Arlinda Marques, em João Pessoa, para condução do tratamento, sempre acompanhado pela equipe médica de Pernambuco. Os casos mais complexos são direcionados para o Real Hospital Português, no Recife, onde o Círculo do Coração atua”, explicou o médico.

Todas as maternidades e hospitais envolvidos no projeto estão conectados entre si e com o Círculo do Coração de Pernambuco através da internet, via Ipads distribuídos pelo Governo da Paraíba. “Com o recurso da telemedicina, é possível estabelecer contato diário e monitorar o manejo dos pacientes, ofertando um melhor suporte aos profissionais responsáveis pelo atendimento aos bebês cardiopatas, além de ministrar treinamentos e capacitações”, explicou a cardiologista Sandra Mattos, coordenadora geral do projeto.

No Hospital Arlinda Marques, foi montada a estrutura para cirurgia cardíaca. Estes procedimentos são realizados pela equipe do Círculo do Coração, que viaja até João Pessoa semanalmente em colaboração com uma equipe local.

Dados – Em apenas um ano e meio, mais de 25 mil crianças passaram pela triagem da Rede de Cardiologia Pediátrica Pernambuco-Paraíba (RCP). Foram cerca de 400 doenças cardíacas identificadas, mais de duas mil consultas e exames realizados em crianças cardiopatas, além de 130 cirurgias cardíacas, sendo 59 de baixa complexidade, 56 de média complexidade e sete de alta complexidade, inclusive em crianças de baixo peso.