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Governo promove formação em Educação Emocional e Social para professores de artes

quarta-feira, 6 de abril de 2016 - 17:32 - Fotos: 

O Governo do Estado, em parceria com a organização Inteligência Relacional, promoveu no final de março e neste início de abril, a Formação Inicial de Educação Emocional e Social para os professores de artes das escolas da rede estadual das cidades de Patos, Itaporanga, Princesa Isabel, Cajazeiras, Sousa, Monteiro, Cuité, Catolé do Rocha, Itabaiana e Mamanguape. As novas estratégias psicopedagógicas que estão sendo disponibilizadas aos professores, por meio da Metodologia Liga Pela Paz, darão aos profissionais a oportunidade de desenvolver habilidades emocionais, visando à redução da violência e a melhoria dos índices de aprendizagem na comunidade escolar.

A metodologia foi inserida na rede estadual de ensino da Paraíba em 2014, trabalhando inicialmente crianças do 1º ao 5º ano. Os resultados foram considerados positivos fazendo com que a Secretaria de Estado da Educação (SEE) estendesse a parceria, levando a formação socioemocional, em 2015, para as famílias. Agora em 2016 o trabalho continua com duas novidades: a formação socioemocional de professores de Artes e a ampliação para os alunos do 6º e 7º anos, contemplando 68 mil alunos. Para essa formação, que acontece até 15 de abril nas 14 Gerências Regionais de Educação (GRE), foram convidados 950 professores de Artes e gestores escolares.

O gerente da 6ª GRE, Luiz Carlos Gabi, destacou a ampliação da metodologia para o Ensino Fundamental II.  “É de grande importância, não apenas pela continuidade do projeto adotado pelo Governo do Estado, mas por permitir que os alunos entendam o que melhor representa pra eles a questão das relações, não somente no âmbito da escola, mas no cotidiano da família, em que ela também vai entender com mais clareza essa nova etapa de formação de seus filhos”, afirmou o gerente.

José Alves dos Santos Junior, gestor da Escola Estadual Arlindo Bento de Morais, localizada no município de Santa Luzia, escola vencedora em 2015 do 7º Prêmio Educar para a Igualdade Racial e Gênero, diz que existe uma grande satisfação dos educadores e gestores de trabalhar mais uma etapa da metodologia na escola. “Temos a experiência bem sucedida na aplicação da Liga Pela Paz. Vivemos grande expectativa de podermos ter modificações cada vez mais positivas em sala de aula no trato com as emoções de nossos educandos”, destacou.

Na Escola Estadual João Milanês, na cidade de Cajazeiras (9ª GRE), a gestora escolar, Girlene Ferreira Moreira, especialista em psicopedagogia clínica e institucional, diz que 80% dos alunos de sua escola são da zona rural e que enfrenta os altos índices de absenteísmo, especialmente entre os educandos do 6º ano. “A Liga Pela Paz abre portas para que os educadores conheçam melhor a realidade de cada aluno, de sua família, e com isso o ajuda a frequentar de forma mais assídua a escola”, explicou.

A gerente regional de educação Andreia Braga é assertiva ao afirmar que a ação é extremamente positiva e importante para a comunidade escolar. “Quando se amplia uma iniciativa dessas para outras faixas etárias e níveis escolares, envolvendo aluno e família, falamos uma única linguagem e todos saem ganhando. A Liga Pela Paz, especialmente no mundo contemporâneo marcado por vários problemas sociais, vem como um alento pra gente”, conclui.