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Governo promove dia de campo para estimular a criação de galinha caipira

quarta-feira, 17 de junho de 2015 - 18:31 - Fotos: 

A criação de galinha caipira está proporcionando melhores condições de vida para agricultores familiares que, com o apoio do Governo do Estado, por meio da Gestão Unificada Emater, Emepa e Interpa (GU), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Cooperar e outros parceiros, está permitindo que mais de duas mil famílias, somente no Território da Borborema, composto de 16 municípios, tenha uma renda mensal.

A avaliação foi feita na manhã desta quarta-feira (17), durante o Dia de Campo sobre Galinha Caipira no Território da Borborema, no Sitio Canto do Galo, no município de São Sebastião de Lagoa de Roça.  Composto de cinco estações, cerca de 600 agricultores familiares de toda a redondeza e de outras regiões, como Serra Branca, Campina Grande e Patos conheceram as experiências que estão dando excelentes resultados, a exemplo de Aderaldo Barbosa dos Santos, que trabalhava como garçom em Campina Grande, mas, há dois anos, depois que sua esposa Maria José Pereira recebeu 50 pintinhos da Embrapa, deu inicio ao projeto e atualmente está com 400 frangos e a garantia de uma renda mensal de um salário mínimo.

Anteriormente, a agricultora Maria José, conhecida na região como Dona Zezé, criava porcos, mas encontrou na criação de galinhas uma nova opção de renda. Contemplada com os recursos de R$ 2.400,00 do programa Brasil Sem Miséria, e com o acompanhamento da Emater-PB, logo passou para uma criação de 200 frangos, atingiu a meta de 400 criações e quer avançar ainda mais. Seu aviário tem capacidade para a criação de 1000 frangos.

A esperança deles e de outras centenas de agricultores familiares que criam galinha caipira na região é de que com o início do funcionamento do abatedouro construído na região possa aumentar o seu criatório. Para começar a funcionar está faltando apenas o selo de certificação. Atualmente, todos levam seus animais para o abate em Monteiro, com isso reduzindo o lucro. A agricultura vende a produção para o Programa de Aquisição de Alimentação (PAA).

“Valeu a pena ter retornado ao campo para trabalhar com a criação de galinha caipira, principalmente porque estou mais perto de minha família porque, mesmo trabalhando em Campina Grande, passava até 15 dias sem estar com minha família”, afirmou Edvaldo.  Segundo ele, a atividade é rentável e com a assistência da Emater e da cooperativa a qual estão associados, os resultados aparecem.

Durante o Dia de Campo, que contou com grupos de agricultores de 16 municípios integrantes do Território da Borborema interessados em conhecer o sistema de criação dos agricultores familiares de Lagoa Seca, todos puderam conhecer desde o funcionamento do Brasil Sem Miséria e outras políticas públicas, detalhamento das instalações dos aviários, abate e comercialização das aves, o manejo sanitário e alimentação corretos para se ter uma boa produção e, também, o funcionamento do abatedouro.

O coordenador do Contrato do Território da Borborema, Carlos José de Araujo Filho, informou que atendidas 2.100 famílias na área de 16 municípios, das quais 500 trabalham com avicultura. “A avicultura caipira é produto diferenciado e a produção é feita pelas próprias famílias, e a renda fica na própria região. É uma atividade que produz com poucos recursos”, comentou.

O coordenador de operações da Emater, Alexandre Alfredo, esteve presente ao evento, entre outros técnicos. Já o coordenador regional da Emater PB em Areia, Auto Martins, onde está inserido o projeto de criação de galinha caipira, acompanhou todos os trabalhos do Dia de Campo.