João Pessoa
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Governo promove cursos para profissionais que atuam na área de transplante de órgãos

quinta-feira, 14 de abril de 2011 - 09:36 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Central de Transplante, promove na próxima sexta-feira (15) e sábado (16) dois cursos para assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos, neurologistas e médicos intensivistas que atuam na área de transplante e captação de órgãos na Paraíba. A capacitação, desenvolvida em parceria com Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), será realizada no Hotel Quality, na Praia de Cabo Branco, em João Pessoa, e deverá reunir cerca de 120 profissionais.

De acordo com a diretora geral da Central de Transplante da Paraíba, Gianna Lys, Montenegro, na sexta-feira os enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais dos Núcleos de Capacitação de Órgãos Tecidos irão participar do Curso de Formação de Coordenadores Intra-Hospitalar de Transplante. No sábado, os médicos intensivistas e os neurologistas irão participar do Curso de Capacitação de Coordenadores Hospitalar.

Gyanna Lys explicou que esses cursos fazem parte do processo de educação e capacitação oferecidos pela ABTO e estão dentro do cronograma de atividades desenvolvidas anualmente pela Central de Transplante, como forma de capacitar e qualificar ainda mais os profissionais de saúde envolvidos com transplante e captação de órgãos e tecidos.

Balanço – Este ano já foram feitos 24 transplantes de córnea, seis de rins e dois de fígado. O tempo de espera para receber um desses órgãos ou tecido é de menos de um mês para uma córnea, três meses para um fígado ou coração e de cinco a oito anos para um rim. Depois de ser retirado do doador, o tempo ideal para o fígado ser transplantado é de 12 horas. Já os rins, o prazo é de 24 horas e o coração apenas quatro horas.

Um único doador pode ajudar a salvar a vida de mais de 10 pessoas. Podem ser doados o coração, as córneas, pulmão, rins, fígado, pâncreas, ossos, medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue), pele e válvulas cardíacas. Gyanna Lys Montenegro afirma que qualquer pessoa pode ser um potencial doador de órgãos, basta que comunique esse desejo a seus familiares ainda em vida.  “A família é quem decide por uma possível doação. É importante que as pessoas, ainda em vida, tomem uma decisão sobre a doação de órgãos e comuniquem a seus familiares. Na hora da dor, é muito difícil para uma pessoa decidir se vai autorizar a doação dos órgãos de um parente seu. Mas, se esse parente já tiver manifestado esse desejo em vida, essa decisão será mais natural”, explicou.