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Governo promove audiência pública sobre Assistência Técnica Rural na Baía da Traição

quarta-feira, 29 de abril de 2015 - 11:40 - Fotos: 

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido, promoveu, nessa terça-feira (28), uma audiência pública na Câmara Municipal da Baía da Traição. Em pauta, o acompanhamento técnico das atividades produtivas dos povos indígenas.

Para a secretária Executiva da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido, Mali Trevas, o evento discutiu ações prioritárias para a valorização da cultura, de práticas e conhecimentos tradicionais, gestão e controle dos territórios, comercialização e valorização da produção indígena.

“O objetivo da reunião foi mobilizar a comunidade indígena, ouvindo suas demandas e para um melhor desempenho dentro do Programa de Aquisição de Alimentos e do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Objetivando assim um desenvolvimento da agroindústria local, fazendo com que os povos indígenas construam sua autonomia financeira”, afirmou Mali Trevas. Ela ainda destacou que, em breve, o Ministério do Desenvolvimento Agrário vai abrir edital para quem quiser concorrer à Assistência Técnica Rural (Ater) indígena.

Ainda foram abordados temas como a recuperação de áreas degradadas a partir dos saberes tradicionais e do conhecimento do bioma, manejo ambiental, uso sustentável dos recursos naturais e garantia de acesso a recursos hídricos, além da capacitação de indígenas e de suas organizações e de estruturação de rede de intercâmbios entre as comunidades e/ou etnias, favorecendo a troca de experiências entre as comunidades.

“Nas comunidades indígenas, a Ater deve apoiar atividades sustentáveis, direcionadas à segurança alimentar e nutricional e/ou ao fortalecimento cultural realizando atividades por intermédio de metodologias específicas, que valorizem os elementos culturais e os alimentos tradicionais”, afirmou o secretário de Meio Ambiente do município José Carlos.

A metodologia para a ação de Ater em áreas indígenas deve ter um caráter educativo, com ênfase na pedagogia da prática, promovendo a geração, revitalização, circulação e a apropriação coletiva de conhecimentos. Deve ser entendida como um trabalho específico e diferente do que o realizado, por exemplo, com famílias rurais não indígenas, pelo seu caráter étnico, linguístico, cultural e, principalmente, pela forma com a qual cada grupo concebe sua noção de sustentabilidade e produção. Também participaram da audiência pública, vereadores, lideranças de associações locais e indígenas.