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11 de agosto de 2015

Governo promove ressocialização e muda vida de reeducandos na Máxima de Mangabeira



seap gravacao musical em presidio foto walter rafael 27 - Governo promove ressocialização e muda vida de reeducandos na Máxima de MangabeiraO Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), realiza diferentes atividades na área da ressocialização com focos no trabalho, esporte, educação e cultura, entre outros, na Penitenciária de Segurança Máxima Criminalista Geraldo Beltrão, em Mangabeira. Entre essas atividades está a produção de um CD pelo rap paraibano Pertnaz do recluso Marcio da Silva.

As atividades de ressocialização desenvolvidas na Penitenciária de Segurança Máxima vão desde a produção de tijolos de concreto que serão utilizados na ampliação da unidade; no esporte, com a realização de torneios de futebol; na educação, com o desenvolvimento do ensino fundamental e médio; o ProJovem prisional; a aplicação de exames como o Enem; até cursos de capacitação em diferentes áreas, especialmente voltados para a construção civil, em parceria com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O secretário da Administração Penitenciária, Wagner Dorta, ressaltou o empenho da Seap em ampliar as atividades de reinserção social, assim como manter a disciplina dentro das unidades. “É importante atuar na recuperação do indivíduo por meio dos diversos eixos da ressocialização”, enfatizou. O diretor da unidade, João Rosas, falou da importância destas atividades no cotidiano dos reclusos: “É uma forma de mantê-los com a mente ocupada para coisas positivas, pois quando eles estão trabalhando se sentem úteis, e, consequentemente, isso por si só já distensiona o presídio, além de que estão aprendendo novas profissões e até mesmo despertando em alguns deles aptidões físicas e talentos artísticos. Por isso julgamos estas atividades como sendo tão nobres dentro de uma instituição penitenciária”.

Rap – Por sua vez, o músico Pertnaz também falou da iniciativa, adiantando que esse trabalho é a continuação da oficina de literatura em ritmo em poesia. “Esse trabalho nasceu há cinco anos no meio da rua e passou por ONGs, ficou dois anos dentro nas escolas públicas de João Pessoa e há dois anos ele encontra-se dentro da Fundac, com a visibilidade deste trabalho através da mídia e das redes sociais. A direção da penitenciária entrou em contato comigo para que eu trouxesse este trabalho aqui para dentro e estou desenvolvendo junto com o Márcio, que conseguiu na Justiça o direito para gravar um disco de rap aqui dentro do Geraldo Beltrão, e para mim foi uma honra, pois o rap na verdade é a vivência do cotidiano com a experiência e a visão poética da realidade”, contou. O músico resumiu este trabalho numa frase: ” Minha vida é um rap escrita por muitas pessoas”.

O reeducando José Márcio da Silva (29), que cumpre pena há 2 anos e seis meses no Presídio Geraldo Beltrão, revelou com entusiasmo o desenvolvimento deste projeto. “Eu comecei fazendo umas letras e a cantar com colegas aqui dentro da cadeia, eu e o MC Moral cantando funk romântico. Depois conheci Pertnaz, que canta rap e é bastante conhecido aqui em João Pessoa e ele me deu algumas indicações e eu quis trocar o funk pelo rap. O primeiro rap que estou cantando é dedicado a minha mãe, cujo título é Obrigado Mãe, inclusive vou gravar um clipe aqui junto com ela e estou achando muito bacana todo este processo”, comemorou.