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Avaliação e testes médicos marcam ações do Governo no Dia do Diabetes

quinta-feira, 14 de novembro de 2013 - 10:44 - Fotos:  José Lins/Secom-PB

Filas se formaram na manhã desta quinta-feira (14) no Ponto de Cem Réis, centro de João Pessoa, onde a Secretaria de Estado da Saúde montou estrutura para atender a população com serviços médicos durante o Dia Mundial do Diabetes.

As equipes do Unipê, Sociedade Brasileira de Cardiologia e Secretaria de Saúde do Municípios – entidades parceiras na programação – realizaram avaliação dos ‘pés do diabético’ e deram orientações sobre a doença, aplicaram testes de sensibilidade, testes de glicemia capilar, verificação de pressão arterial, avaliação antropométrica, teste Fargerstrom (que verifica o grau de dependência de nicotina) e deram orientação nutricional e sobre o Tabagismo.

Um dos primeiros a ser atendido foi o ambulante José Estélio da Silva, 63 anos, que mora no Bairro de Jaguaribe. Com complicações de pressão arterial, tranquilizou após o teste mostrar índices normais. O sargento reformado da Polícia Militar, Mário Trajano de Oliveira, 61 anos, também procurou o serviço gratuito: “Vou esperar para ser atendido em todos os outros serviços, vou aproveitar essa comodidade”.

A comerciante Maria das Graças Modesto, 52 anos, que reside no Centro da Capital, também esteve na tenda montada pelo Governo do Estado e certificou-se que as taxas estão normais: “Verifiquei minha pressão arterial e a glicemia e graças a Deus está tudo bem. Foi boa a ideia de disponibilizar esse atendimento prático e rápido”.

Prevenção – Depois que descobriu que tinha diabetes há cerca de três anos, a aposentada Maria Salete de Farias, 70 anos, afirmou que redobrou os cuidados com a saúde e, ontem, no Ponto de Cem Réis fez a avaliação dos pés. Segundo a enfermeira Genilde Campos, responsável pelo atendimento, Maria Salete apresenta alteração óssea e perdeu parte da sensibilidade dos pés, o que é comum ao portador de diabetes. Assim a comerciante foi orientada a usar calçados mais confortáveis e folgados para evitar ferimentos e machucões que podem necrosar.

O aposentado Justiniano Guedes, 76 anos, que mora no Bairro de Manaíra, também fez o exame dos pés e foi orientado a redobrar os cuidados, usando calçados macios, além de procurar um serviço de saúde para tratar as unhas. “Muito bom o atendimento prestado aqui pelo Governo do Estado. Esse tipo de serviço a gente não encontra facilmente todo dia”, disse Justiniano Guedes.

Ação permanente – Na Paraíba, segundo informou Gerlane Carvalho de Oliveira, Coordenadora do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde, o Governo do Estado desenvolve uma série de ações e políticas públicas de prevenção e combate à doença com a realização de exames e orientações médicas para alertar a população sobre os malefícios da diabetes. O Estado também desenvolve capacitação de saúde prisional instruindo os profissionais de saúde que trabalham com detentos a realizar ações de saúde nas unidades prisionais.

Também consta na programação deste ano a realização do Seminário sobre Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES com capacitação para profissionais de saúde de todo o Estado onde será abordada a temática do diabetes entre outras doenças, e o Seminário de Manejo Clínico (que orienta os profissionais de saúde sobre a tramitação no tratamento do diabético)”, afirmou Gerlane Carvalho.

O diabetes é uma síndrome metabólica caracterizada pelo excesso de glicose no sangue. O problema é causado pela redução ou falta de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. A enfermidade pode ocasionar diversas complicações, entre as quais, cegueira, derrame cerebral, impotência sexual, infecções e insuficiência renal. A Diabetes Mellitus está entre as 5 doenças que mais matam, chegando cada vez mais ao topo da lista.

O diagnóstico precoce, seguido do controle do nível de açúcar no sangue, contribui para a prevenção desses males. Hereditariedade, obesidade, infecções graves, gravidez, cirurgias, estresse, envelhecimento e sedentarismo são alguns dos fatores que concorrem para o aparecimento do diabetes. A enfermidade apresenta alguns sintomas: sede exagerada, perda de peso, muita fome, desânimo, fadiga, tremores, visão embaraçada e cicatrização difícil, entre outros

Existem dois tipos de diabetes: insulino dependente (1) e não insulino dependente (2). O tipo 1 é mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens, acometendo de 5% a 10% das pessoas que sofrem da doença. Os sintomas têm início súbito e a evolução clínica é rápida, se não for tratado com aplicações de insulina.

Já o tipo 2 tem uma incidência maior em adultos após os 40 anos e corresponde a 90% das pessoas que sofrem da doença. Entre os portadores do tipo 2, entre 60% e 90% são obesos. Ao contrário do tipo 1, neste caso os sintomas têm início lentamente, podendo a doença permanecer assintomática por muito tempo.

O Ministério da Saúde (MS) repassa a todos os municípios dois tipos de insulina: a NPH e a insulina regular, que são distribuídas gratuitamente a todos os insulino-dependentes parta que façam a aplicação em suas próprias residências. De acordo com o MS para que o tratamento surta efeito, as pessoas precisam prestar atenção para que a aplicação das doses aconteça sempre no mesmo horário uma vez que muitas pessoas acabam esquecendo-se de fazer a aplicação no mesmo horário por causa de diversos fatores e isso acaba prejudicando o tratamento.

Alguns pacientes ainda fazem uso de dois tipos especiais de insulina: as insulinas basais e as de ação rápida. As primeiras são aplicadas no início da manhã ou no final do dia. Já as doses de insulina de ação rápida são aplicadas antes das refeições: do café, do almoço e do jantar.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, o hábito alimentar também pode prejudicar o tratamento, pois muitas vezes os v diabéticos têm o hábito de comer massas e os carboidratos afetam diretamente a produção de glicose e, consequentemente, a alteração das taxas de diabetes.

O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma resposta ao crescente número de casos em todo o mundo. De acordo com a OMS Pelo menos 245 milhões de pessoas têm diabetes e um alto percentual vive em países em desenvolvimento. Em 30 anos, este número deve chegar a 380 milhões. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas são portadoras da doença e 500 novos casos surgem a cada dia. O objetivo desta data é chamar a atenção, sobretudo no que diz respeito ao acesso à sua prevenção e tratamento adequados e de qualidade para evitar complicações mais severas, reduzindo o impacto sobre os indivíduos, famílias e custos para os sistemas de saúde e para a sociedade em geral.

Dados – De acordo com a estimativa do Ministério da Saúde, baseado no Pacto pela Saúde, cerca de 5,3% da população da Capital e do Estado é diabética: Na Paraíba são 199.626 diabéticos e em João Pessoa 38.346 diabéticos para uma população de 3.766.528 habitante e 723.515 habitantes, respectivamente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) a doença foi responsável por 1.931, em 2011 e 1.722 em 2012 e e este ano foram registrados 1.277. Em João Pessoa foram 445 óbitos em 2011; 377 em 2012 e 289 em 2013. Os pacientes Diabéticos poderão ser atendidos e acompanhados nas unidades de saúde do município e, em caso de intercorrências, em qualquer hospital público ou privado.

Segundo a pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) a tendência de diabetes está crescendo na Paraíba, acompanhando a tendência Nacional. Em mulheres, o percentual subiu de 5,7%, em 2011, para 6,4% em 2012. Apesar do aumento, a prevalência de homens que informaram ter a doença na Paraíba é de 5,4%, continuando inferior a das mulheres.

Medicamentos – O Governo Federal lançou o ‘Saúde Não Tem Preço’ que garante a gratuidade dos medicamentos para hipertensão e diabetes nas Farmácias Populares. A ação beneficia 33 milhões de brasileiros hipertensos e 7,5 milhões de diabéticos. Além de ajudar no orçamento das famílias mais humildes, que comprometem 12% de suas rendas com medicações. Para ter acesso aos medicamentos é preciso apenas ir até uma farmácia da rede Aqui Tem Farmácia Popular com o CPF, documento com foto e receita médica válida da rede pública ou particular. São mais de 17 mil farmácias conveniadas em todo Brasil.