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31 de agosto de 2012

Governo profissionaliza usuários de dependências químicas



Dependentes químicos atendidos no Centro de Atenção Psicossocial – Caps-Ad III, em João Pessoa, terão a oportunidade de participarem de cursos profissionalizantes, como também ajudarem outras pessoas a deixarem o vício. A parceria foi firmada com o Centro de Educação Produtiva, que recebe apoio do Governo do Estado, funciona na zona rural do município de Mamanguape e desenvolve ações de grande alcance social com o objetivo principal de tirar das ruas as crianças em risco social.

A diretora geral do Caps, Marileide Martins, informou que cinco usuários já foram enviados para o Centro. Ela explicou que eles já têm formação nas áreas de enfermagem, analista de sistema, professor de arte-mosaica, grafiteiro e artesanato. “Agora, esses usuários vão passar os seus conhecimentos para as crianças e adolescentes que são atendidos no centro e enfrentam o mesmo problema deles”, comentou.

Ela disse também que os usuários que chegarem ao Caps e tiverem noções de outras profissões também serão encaminhados para o Centro que desenvolvem ações e projetos nessas áreas e lá eles terão a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos.  “A gente nunca vai acabar com as drogas, pois ela existe desde que mundo é mundo, mas temos que ensinar as pessoas a conviver com ela e nesse contexto a sociedade é o diferencial, mas ela sempre quer jogar no lixo tudo que lhe incomoda”, afirmou.

Marileide Martins destacou que, além da questão profissional e do alcance social, a parceria vai possibilitar que os cinco dependentes químicos que estão no Centro de Educação Produtiva e eram moradores de rua tenham um lar para morar.  “Temos que destacar também a facilidade que essas pessoas terão no desempenho de suas funções, pois eles conhecem a realidade de cada um dos que estão no centro, ou seja, o mundo das drogas, situação que eles também vivenciam e agora lutam para deixar”, enfatizou.

 

Ela disse que o dependente químico não deve ser excluído da sociedade, do mercado de trabalho e nem jogado na prisão, em um hospital psiquiátrico  ou na cadeia; pelo contrário, essas pessoas devem receber atendimento e atenção, devolvendo a sua dignidade e a sua cidadania. “Entendo que a droga tira todos os sentidos do ser humano, mas não tira os seus direitos enquanto cidadão”, observou Marileide Martins.