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27 de julho de 2009

Governo prepara projeto para cooperativas de garimpeiros da Paraíba



O Programa de Desenvolvimento da Mineração Paraibana (Promin), lançado no último sábado (25), pelo governador José Maranhão, em Pedra Lavrada, tem como um dos órgãos diretamente envolvidos a Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM), com seus 75 técnicos de larga experiência na área de mineração.

O diretor presidente da CDRM, Iramir Barreto Paes revelou que, ainda este ano, deverá ser executado um projeto que vai assegurar equipamentos para as cooperativas de garimpeiros dos municípios de Várzea, Pedra Lavrada, e Junco do Seridó.

Os equipamentos são esteiras, máquina retro-escavadeira, compressores, para beneficiar os cerca de 8 mil pequenos mineradores paraibanos nos 17 municípios cuja economia gira em torno deste setor.

Com a realização de um trabalho integrado com a CINEP, o Sebrae, a Sudema, a partir das diretrizes da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, a CDRM tem como uma das metas organizar cooperativas de pequenos mineradores para ajudá-los. Uma vez fortalecidos com as cooperativas os garimpeiros vão agregar valor aos seus minérios beneficiados.  

Por exemplo, uma tonelada de algum minério bruto pode ser vendido por apenas R$ 12. Já o produto beneficiado, com a utilização de maquinários, pode chegar a R$ 100 a tonelada.

Iramir Barreto revela que o setor de mineração da Paraíba necessita ser organizado, e o Estado tem um potencial mineral muito grande. Com o apoio do governo e parceiros os garimpeiros terão melhores condições de trabalho, com equipamentos de segurança.

O presidente da CDRM destaca que o Estado deve reduzir os impostos no setor da mineração como já fez outro o Rio Grande do Norte. Esta medida do governo está prestes a ser colocada em prática, e é esperada com expectativa pelos garimpeiros. Vai contribuir com o crescimento do setor, sobretudo o pequeno minerador.  

Na região do Curimataú e Seridó, são extraídos caulins, feldspatos, filitos, quartzo, mica, coreto, argila, gipso, calcário, nitratos, entre outros minerais. O produto vendido pelos garimpeiros é muito baixo, apesar de ser valorizado pelo mercado nacional e internacional.
Com a aquisição dos equipamentos e a transformação dos produtos que antes era comercializado de forma artesanal, o minério passará a agregar valor.

Josélio Carneiro, da Secom