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Governo participa de workshop sobre Fórum de Governança da Internet

sexta-feira, 6 de novembro de 2015 - 18:50 - Fotos: 

O Governo do Estado participou, na tarde desta sexta-feira (6), na sala 1 do Espaço Cultural, de um workshop  preparativo do Internet Governance Forum – IGF 2015, que será realizado de 9 a 13 de novembro no Centro de  Convenções de João Pessoa. No encontro alguns representantes de organismos participantes apresentaram tópicos sobre temas específicos que estão na programação oficial do fórum mundial organizado pela ONU.

A secretária executiva da Ciência e Tecnologia, Francilene Procópio Garcia, destacou alguns temas macros que serão discutidos nos dias do IGF-2015, a exemplo de políticas públicas, regulamentações, marco civil, tecnologias, conjunto de formações a nível superior para melhorar a questão da governança da Internet hoje no mundo inteiro.

Na ocasião, a secretária revelou alguns números da internet: “Nós somos hoje quase 7 bilhões de pessoas no mundo e apenas 3 bilhões de pessoas têm acesso à internet. No caso do Brasil, apenas 100 milhões, metade da população tem acesso à internet e é necessário que para as condições serem iguais para todos a gente melhore as infraestruturas, a chegada dos serviços de telecomunicações na ponta para que de fato toda a população mundial possa ter acesso à internet”.

Francilene ressaltou que cada vez mais a internet torna-se um canal extremamente eficiente para a inclusão social e produtiva do cidadão e há dez anos a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu um comitê de assessoramento com representação de várias partes do mundo, inclusive o Brasil, para que a internet seja gradativamente melhorada a condição de acessibilidade com direitos iguais a todos.

Em 2007, quando o IGF aconteceu no Rio de Janeiro, a ONU e todos os participantes observaram que o Brasil tem na sua proposta de governança de internet um modelo multissetorial, democrático e participativo e tem sido referência para muitos países.

A coordenadora do Centro de Tecnologia e Sociedade, um departamento da Fundação Getúlio Vargas, Marília Maciel, disse que o workshop teve a finalidade de passar aos participantes e a profissionais da imprensa informes sobre o que é o IGF, para que foi criado, quais os objetivos do fórum, além de temas polêmicos “a exemplo de neutralidade de rede, acesso à internet, a questão da privacidade, dentre outros, para que as pessoas participem com mais efetividade na semana que vem”, pontuou.

A especialista da Fundação Getúlio Vargas disse ainda que FGV também traz ao fórum da ONU o tema Privacidade e Vigilância em Massa, que será discutido no “Dia 0”, segunda-feira (9).

O representante da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann), com sede nos Estados Unidos, Daniel Fink, abordou no workshop propostas da Corporação ao IGF-2015. “A Icann propôs alguns painéis para esse fórum de governança porque existem alguns processos da Icann que vão trazer bastante impacto para a comunidade global, e um dos processos é a saída do Governo dos Estados Unidos da custódia dos servidores raiz da internet, que estão saindo dessa função”, pontuou. A internet, que foi criada pelos Estados Unidos, vai ser custodiada pela comunidade global.

O presidente da Codata, Krol Jânio, destacou que a empresa está empenhada na infraestrutura do evento, atendendo com sua tecnologia as demandas. “A conexão de internet que chega ao Centro de Convenções é proveniente da Codata, de nossa fibra óptica”. O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa (Fapesq), Cláudio Furtado, também participou do workshop.

O presidente da Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid), Percival Henriques, que é integrante do Comitê Gestor da Internet no Brasil, afirmou que hoje a internet deve ser gerida de forma multissetorial, “por governos de vários países, empresas de diversos países, a comunidade técnica e a sociedade civil, as ONGs”.

Percival revelou ainda que o impacto econômico que João Pessoa receberá com a realização do IGF-2015 é muito importante para a economia local. Estima-se que as mais de duas mil pessoas participantes gastarão aqui cerca de 5 milhões de dólares. Disse também que a construção do Centro de Convenções foi fundamental para a escolha da Capital como sede do evento da ONU.