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24 de abril de 2015

Governo participa de seminário que discute o São João como produto turístico-cultural nacional



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico, representada pelo seu titular Laplace Guedes, participou do seminário “São João: um novo produto turístico-cultural para unir o Brasil”, que ocorreu nessa quinta-feira (23), na área de conferências do WTM Latin America, na capital paulista.

O evento, promovido pelo Instituto Pensar, com o apoio da Embratur e do Ministério do Turismo, teve como objetivo discutir a transformação das festas juninas em um produto de turismo cultural para o inverno brasileiro, semelhante ao que ocorre com o Carnaval, no verão. O seminário ocorreu em paralelo a World Travel Marketing Latin America (WTM-LA), que está acontecendo em São Paulo até esta sexta-feira (24).

“Embora o São João signifique um período de alta estação para as cidades do interior do Nordeste, onde, além de hotéis lotados, até as residências são oferecidas como opções de hospedagens, ainda não significa que este evento seja plenamente explorado no Brasil em todas as suas dimensões”, explicou o presidente do Instituto Pensar, Domingos Leonelli.

Ainda segundo o executivo, o encontro ocorreu exatamente para debater esta possibilidade de formatação do São João como produto turístico, não só nacional, mas também internacional. Como ilustração da proposta o case de sucesso de Campina Grande foi apresentado durante o seminário.

“Sem dúvidas, a Paraíba será beneficiada e privilegiada por esta possibilidade de transformação das festas juninas em produto turístico-cultural, pois nós detemos o maior São João do Brasil. Estamos para o São João, como a Bahia ou Pernambuco estão para o Carnaval. O debate foi bastante frutífero e espero que, em breve, possamos estar colhendo os frutos desta proposta”, antecipou o secretário Laplace Guedes.

Guedes acrescentou, também, que as festas de São João possuem uma dimensão econômica que absorve várias cadeias produtivas, desde a grande indústria e o grande comércio (bebidas, roupas, alimentação) até o agronegócio familiar (licores, doces), passando pela economia da cultura (bandas, palcos, som, luz). “Sem mencionar o fato de que o São João é uma oportunidade de negócios para aquecimento do mercado e quebra da sazonalidade”, argumentou.

Segundo Ruth Avelino, o seminário quis mostrar a força desses eventos que fazem girar a economia do país e que acontecem em todo o Brasil. “O seminário quis demonstrar esta força como forma de pressionar o Governo Federal e o empresariado a apoiarem o São João, pois a data movimenta a economia ainda mais que o Carnaval, em vários estados, em virtude, principalmente, da sua duração – 30 dias em Campina Grande, por exemplo – aquecendo diversos setores como músicos, costureiros, cozinheiros, todos, enfim, que se envolvem direta ou indiretamente com o evento.