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Governo participa de encontro para implantação de banco comunitário em Remígio

segunda-feira, 31 de agosto de 2015 - 10:34 - Fotos: 

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh) participou, na sexta-feira (28), do evento Roda de Diálogo – Bancos Comunitários e o E-dinheiro, promovido pelo Projeto Ações Integradas, executado pela Incubadora de Empreendimentos Econômicos e Solidários (Incubes) em parceria com a Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Economia Solidária (Sesaes), na cidade de Remígio, Brejo paraibano. O encontro, que contou com cerca de 45 representantes de vários segmentos, teve o objetivo de discutir a implantação de um banco comunitário para fortalecer a economia local.

A secretária executiva da Sesaes, Ana Paula Almeida, considera que o Projeto Ações Integradas tem como principal missão estimular os municípios nos empreendimentos econômicos e solidários a fortalecer as suas iniciativas. “Nesse momento tivemos a oportunidade de visualizar novas sementes de grupos que já participam da produção local, e nessa aceitação e articulação de políticas públicas a população só tem a ganhar”, afirmou.

No Brasil existem 107 bancos comunitários, sendo três em João Pessoa, nas Comunidades São Rafael, Mussumago e São José. Com o projeto Ações Integradas, a ideia é chegar à implantação de cinco bancos comunitários, beneficiando cerca de 30 mil pessoas.

O coordenador e fundador do 1º Banco Comunitário do Brasil, Joaquim Melo – o Banco Palmas do Ceará, considera um momento importante para um município pequeno, mas de grande potencial. “Para nós é uma alegria muito grande sentir que esse processo dos Bancos Comunitários está sendo muito bem conduzido aqui no Estado da Paraíba. Poder contribuir com a implantação dessa metodologia é gratificante, porque só vai trazer crescimento e valorização para o município”, disse.

Para o professor e coordenador-técnico do Projeto Ações Integradas da Incubadora de Empreendimentos Econômicos e Solidários (Incubes), Maurício Sardá, essa etapa do “Diálogo” é necessária para a população compreender a legitimidade da formação de um Banco Comunitário. Com essa metodologia, o município vai potencializar os produtos produzidos no local, como a agricultura familiar. “É um projeto que tem como meta pensar na geração atual e nas futuras”, ressaltou.