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Governo participa de audiência pública para tratar sobre a Ater Indígena em Baia da Traição

quinta-feira, 30 de abril de 2015 - 08:37 - Fotos: 

Por entender que a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) é uma das principais demandas das populações indígenas, a Secretaria de Estado da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido participou, na ultima terça-feira (28), de uma audiência pública na Câmara Municipal de Baia da Traição. O tema foi o acompanhamento técnico às atividades produtivas dos povos indígenas.

Para a secretária executiva da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido, Mali Trevas, que representou a pasta na audiência pública, o evento serviu para debater ações prioritárias sobre a valorização da cultura, de práticas e conhecimentos tradicionais, gestão e controle dos territórios, comercialização e valorização da produção indígena.

“O objetivo da reunião foi mobilizar a comunidade indígena, ouvindo suas demandas e preparando-os para um melhor desempenho dentro do Programa de Aquisição de Alimentos e do Programa Nacional de Alimentação Escolar, objetivando assim um desenvolvimento da agroindústria local, fazendo com que os índios construam sua autonomia financeira”, afirmou Mali Trevas, destacando ainda que em breve o Ministério do Desenvolvimento Agrário vai abrir um edital para quem queira concorrer a Ater indígena.

Ainda foram abordados temas como a recuperação de áreas degradadas a partir dos saberes tradicionais e do conhecimento do bioma, manejo ambiental, uso sustentável dos recursos naturais e garantia de acesso a recursos hídricos, além da capacitação de indígenas e de suas organizações e de estruturação de rede de intercâmbios entre as comunidades e/ou etnias, favorecendo a troca de experiências entre as comunidades.

“Nas comunidades indígenas, a Ater deve apoiar atividades sustentáveis, direcionadas à segurança alimentar e nutricional e/ou ao fortalecimento cultural, por meio de estratégias de etnodesenvolvimento, realizando atividades por intermédio de metodologias específicas, que valorizem os elementos culturais e os alimentos tradicionais”, afirmou o secretário de Meio Ambiente do município, José Carlos.

A metodologia para a ação de Ater em áreas indígenas deve ter um caráter educativo, com ênfase na pedagogia da prática, promovendo a geração, a revitalização, a circulação e a apropriação coletiva de conhecimentos. Deve ser entendida como um trabalho específico e diferente do que o realizado, por exemplo, com famílias rurais não indígenas, pelo seu caráter étnico, linguístico, cultural e, principalmente, pela forma com a qual cada grupo indígena concebe sua noção de sustentabilidade e produção.