João Pessoa
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Governo participa de atividades em alusão ao Dia Estadual de Combate ao Tabagismo

domingo, 15 de março de 2015 - 13:27 - Fotos:  Roberto Guedes/Secom-PB

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), participou nesse sábado (14), no Busto de Tamandaré, em João Pessoa, de diversas atividades em alusão ao Dia Estadual de Combate ao Tabagismo, que transcorre neste 15 de março. Durante o evento, foram disponibilizados para a população teste de glicemia, verificação de pressão arterial, espirometria (mede a função pulmonar); fagerstrom (avalia o grau de dependência à nicotina) e monoximetria (avalia a concentração de monóxido de carbono).

As pessoas que passaram pelo local puderam também conferir a exposição de peças anatômicas (pulmão); atividades físicas, panfletagem e a escultura de areia de um homem com o pulmão doente feita por Alcelines dos Santos (Shampoo/tatuador) com o objetivo de mostrar os malefícios provocados pelo cigarro.

Ainda foi divulgada a Lei Nacional Antifumo, que proíbe fumar em ambientes fechados, de uso coletivo, ou parcialmente fechados. E, como não existem níveis seguros de exposição à fumaça do cigarro, são proibidos até fumódromos. Além disso, foi realizado um aulão de alongamento e aeróbica, com educadores físicos, do programa municipal “João Pessoa Vida Saudável!” e um circuito onde foram realizadas várias atividades físicas na areia, orientadas por profissionais.

As atividades foram realizadas por meio de parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa; Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa); Associação Médica da Paraíba (AMPB); Conselho Regional de Medicina (CRM); Sociedade Paraibana de Pneumologia; Sociedade Brasileira de Cardiologia/Região Paraíba; Liga Acadêmica de Pneumologia(LAP-PB); Facene/Famene e os planos de saúde: Unimed, Afrafep, Cassi e Geap.

O fumante, Adriano Péricles da Silva, ouviu com atenção as recomendações e orientações da equipe multiprofissional. “Hoje estou com 31 anos, mas fumo desde os 13. Já tentei parar sozinho e não consegui, passei no máximo dois dias sem cigarro. É uma sensação de abstinência grande, sei o quanto traz prejuízos para saúde, além dos prejuízos financeiros. Todo e qualquer evento em prol da saúde é muito bom, ainda mais esse que orienta sobre os estragos causados pelo cigarro”, comentou.

O turista Eitel Custódio, da cidade de Mogi Guaçu, São Paulo, que estava a passeio na praia, elogiou a ação, especialmente a escultura feita na areia. “Tenho um filho com 28 anos que fuma há oito anos e sei o quanto o cigarro faz mal à saúde. Já dei vários conselhos, mas ele não consegue deixar o vício. Eventos assim conseguem conscientizar e também prevenir pessoas que não fumam a não fumarem”, defendeu o turista, que fez questão de fotografar o evento.

A coordenadora do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde, Gerlane Carvalho, avaliou o evento como positivo. “A aceitação dos turistas e pessoas que praticam esporte na praia foi muito boa. Com ações como essa temos a oportunidade de orientar sobre a prevenção e tratamento, além da Lei Antifumo. Não fazemos isso apenas em datas pontuais, mas também em todos os eventos e ações da saúde, além de incentivarmos as Gerências Regionais de Saúde a fazerem contato com os municípios para realizarem com frequência o trabalho preventivo e informativo”, disse.

O pneumologista e presidente do Comitê do Tabagismo da Associação Médica da Paraíba (AMPB), Sebastião Costa, ressaltou que ações como essa atraem a mídia fazendo com que a mensagem chegue até a sociedade. “Nos últimos 20 anos, as pessoas tinham a mentalidade de que fumar era charmoso e elegante. Nossa mensagem é produzir, por meio desses programas, a reversão de mentalidade na sociedade em relação ao tabagismo. Isso tem dado resultados e provocou junto aos fumantes a necessidade de procurar meios práticos para parar de fumar”, disse o médico Sebastião Costa.

O pneumologista ainda informou que as pessoas que não conseguem deixar de fumar sozinho, podem procurar os programas de cessação de tabagismo da rede pública nos seguintes locais: Cais de Jaguaribe; Unidade de Saúde da Família (USF) de Mandacaru; Cais do Cristo e Mangabeira; e Unidade de Saúde da Família (USF) do Rangel.

A psicóloga do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria de Saúde do município de João Pessoa, Niviane Ribeiro, fez questão de agradecer a parceira com o Governo do Estado e os demais órgãos envolvidos. “A oportunidade foi bastante produtiva e mais ainda por se tratar de uma parceria, o evento ainda toma uma maior dimensão do que se quer atingir. Esse trabalho conscientiza sobre os malefícios do cigarro não apenas na vida do fumante, mas também de quem convive com ele”, enfatizou.

Niviane Ribeiro ainda lembrou que, o Ministério da Saúde oferta medicamentos gratuitos para os fumantes, entre eles: NiQuitin 21mg, 14mg e 7mg, além de gomas e pastilhas. “Para ter acesso aos medicamentos, o fumante precisa participar dos grupos de tratamento, nos quais são realizadas quatro seções estruturais e em seguida passam por uma avaliação de um pneumologista, além de exame de Raio X do pulmão. O telefone para esclarecer dúvidas da população é: (083) 3214-7975”, concluiu.

Dados – De acordo com a estimativa do Ministério da Saúde, baseado no Pacto pela Saúde, 11,5% da população da Paraíba é tabagista. São 453.546 fumantes no Estado e 89.784 fumantes em João Pessoa.

Quanto aos óbitos por câncer de pulmão, a maioria provocada pelo cigarro, em 2015, já foram registrados 27, no estado e 8, na capital; no ano passado (2014), foram 386, no estado e 158, em João Pessoa. Já em 2013, foram 354 mortes, no estado e 123, na capital; em 2012, foram 333, no estado e 119, em João Pessoa. Em 2011, foram 273, no estado e 112, na capital.

Tratamento - Na Paraíba, existem 196 municípios com adesão ao Programa Nacional de Combate ao Tabagismo, onde se pode buscar apoio para se livrar do vício provocado pela nicotina. O serviço é oferecido em Unidades de Saúde da Família (USF); Centros de Atenção Psicossocial (Caps); Centros de Atenção Integral à Saúde (Cais); e Centros de Saúde. Em alguns casos, os pacientes abandonam o cigarro com menos de um mês de acompanhamento.