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11 de setembro de 2012

Governo orienta municípios a intensificarem ações para diagnóstico de casos graves de dengue



O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, está alertando  os municípios sobre a importância da vigilância permanente  com vistas a observância dos casos graves de dengue a serem notificados e investigados em tempo oportuno. De acordo com a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, desde o início do ano os técnicos  do Setor de Vigilância Epidemiológica foram capacitados para realizarem o manejo clínico da doença.

Ela explica que o manejo clínico da dengue parte da suspeita clínica da doença, cujos sintomas podem se confundir com o de outras doenças.  Talita Tavares explica que a observação cuidadosa do paciente, principalmente o monitoramento do surgimento dos sinais de alarme, é primordial para o desfecho positivo do caso. A maior atenção deve ser dada à hidratação do paciente, seja por via oral, seja quando indicar hidratação venosa. Um sintoma importante é a dor abdominal, que pode simular um quadro de abdômen agudo.

De acordo com Talita, deve-se dar uma maior importância aos casos graves (dengue com complicação e febre hemorrágica da dengue). Segundo ela, o trabalho junto às equipes assistenciais deve ser mantido. “Toda manifestação clínica inicial da dengue segue a forma clássica, e é na remissão da febre entre o terceiro e sétimo dia que podem aparecer as manifestações hemorrágicas (espontâneas ou provocadas), diminuição das plaquetas e hipotensão”,  afirmou.

Ela explica que todo caso que não se enquadrar nos parâmetros clínicos de febre hemorrágica da dengue (FHD) e dengue clássica (DC) e seguirem com complicações neurológicas, sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, derrame pleural e outras complicações, se caracteriza como dengue clássica com complicação (DCC). As manifestações neurológicas incluem: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite e, geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.

“Sempre é hora de relembrarmos os sinais de alerta que indicam a possibilidade de quadros graves como: dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; tonturas ao levantar (hipotensão postural); diferença entre as pressões máxima e mínima menor do que 2 cm Hg (por exemplo: 9 por 7,5 ou 10 por 8,5); fígado e baço dolorosos; vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes; extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas;  pulso rápido e fino; agitação e/ou letargia; diminuição do volume urinário; diminuição súbita da temperatura do corpo e desconforto respiratório”, orientou.

Talita Tavares explicou que a dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra. Assim, num quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade. Daí surge a necessidade da notificação dos casos graves em até 24 horas, de acordo com a Portaria 104 do MS. A sinalização destas situações deve ser informada ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), pelo telefone (83) 8828-2522 (plantão 24 horas).

Dados – De acordo com último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, de 1º de janeiro a 6 de setembro foram registrados 8.171 notificações, das quais 2.079 já foram descartadas. Foram confirmados 4.729 casos de dengue clássica, 111 por complicações e 46 de febre hemorrágica da dengue.

 

Quanto aos óbitos, a Paraíba apresenta sete casos por dengue confirmados um em Itabaiana, no mês de março; um em Patos, no mês de abril; dois em João Pessoa, no mês de junho; um em Bayeux e dois em João Pessoa, no mês de julho, destes quatro tiveram o quadro de FHD e três de DCC. Três óbitos continuam sob investigação, destes dois em João Pessoa e um no Conde.