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11 de outubro de 2011

Governo orienta criadores para melhorar produção de queijo



A Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) tem como meta a organização da produção de queijos e derivados do leite para melhorar a qualidade do produto e expandir o mercado. Isso será possível com a implantação do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária (SUASA), que trará benefícios ao agricultor familiar.

Durante este mês, estão programados nove seminários com a participação de pesquisadores, extensionistas, empresários, gestores públicos municipais, agentes financeiros e do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Os encontros acontecerão em Cajazeiras, Soledade, Souza, Sumé, Catolé do Rocha, Campina Grande, Itaporanga, Picui e Patos, coordenados pela Emater.

A primeira reunião para definir as pauta dos encontros aconteceu nesta terça-feira (11) e contou com a participação do secretário estadual Agricultura Marenilson Batista, o presidente e o diretor técnico da Emater Paraíba, respectivamente, Giovanni Medeiros e Erasmo Lucena, além de extensionistas das 15 regiões administrativas da empresa e demais autoridades do setor público agrícola.

Segundo dados da Emater, existem na Paraíba 773 queijeiras, que se constituem num importante segmento da agroindústria ou agronegócio. O Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) está preocupado em melhorar a qualidade do queijo, organizar a produção e, com isso, competir com o mercado dos Estados do Nordeste.

 

Com 130 queijeiras, o município de São João do Tigre é o maior produtor de queijo da Paraíba e fica localizado na região do Cariri, onde tem 171 unidades produtoras. Em segundo lugar está a região de Cajazeiras, com 67 agroindústrias de queijo, em seguida de Campina Grande com 66 unidades e depois Itaporanga com 65.

 

A falta de registro das queijeiras perante os órgãos de fiscalização e inspeção sanitária municipal, estadual e federal tem inibido a busca de mercados externos. A comercialização do queijo é realizada, na sua maioria, dentro do município onde é fabricado.

 

O técnico da Emater, Genival Soares da Silva, observa a falta do associativismo entre os produtores de leite e queijo, por isso, a atividade de fabricação é exercida, fundamentalmente, por queijeiros privados. Apenas 2,2% dos fabricantes paraibanos são organizados em associação, daí ser forte a interferência dos atravessadores, causando queda no lucro do agricultor familiar.

 

A Emater Paraíba também trabalha com a possibilidade de aproveitamento dos resíduos das queijeiras, que podem ser usados na alimentação animal e aproveitados na fabricação de bebidas lácteas, manteiga e doce de leite.