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Governo mapeia potencial arqueológico do Parque Estadual da Pedra da Boca

segunda-feira, 5 de junho de 2017 - 09:46 - Fotos:  Secom-PB

Técnicos da Secretaria Executiva de Meio Ambiente visitaram, no sábado (3), o Parque Estadual da Pedra da Boca, localizado no município de Araruna. A visita teve como objetivo o reconhecimento e identificação do potencial arqueológico das pinturas rupestres que existem no local.

De acordo com a gerente executiva de Meio Ambiente, Vanessa Oliveira, o Governo do Estado trabalha em uma perspectiva de valorização e conservação dos parques estaduais. “Viemos fazer um reconhecimento do potencial arqueológico do parque Pedra da Boca que é um patrimônio natural paraibano. Neste ano de 2017, e em 2018, vamos realizar diversas atividades no que se refere à preservação desses locais, explorá-los de maneira sustentável e trazer benefícios gerais para o estado e para as comunidades no entorno desses parques, como aqui no Pedra da Boca que possui comunidades inseridas dentro do parque. Mas isso é um trabalho que é feito passo a passo e tem que estar junto à comunidade para tudo dar certo”, destacou.

O arqueólogo e historiador da Universidade Federal de Mato Grosso, Luciano Pereira, destaca a importância da conservação do parque que é rico no aspecto natural e histórico. “O Parque Estadual Pedra da Boca oferece fácil acesso para visitação da população e isso é bom, pois dá oportunidade para que as pessoas possam conhecer e identificar este local que fala sobre a ocupação indígena aqui na região. A atitude mais importante do poder público é a de preservar este local que possui pinturas antropomorfas (em forma de pessoas) e zoomorfas (em forma de animais).

O Parque – O Parque Estadual da Pedra da Boca está localizado na porção norte do município de Araruna, na divisa com o Rio Grande do Norte. Sua área (157,5 km²) está inserida no bioma da Caatinga, onde as configurações geológicas e geomorfológicas são ímpares e atrativas aos estudiosos, ecoturistas e visitantes amantes da natureza e dos esportes radicais. Em algumas áreas, é possível visualizar pinturas rupestres feitas por povos indígenas que viviam no local há milhares de anos.