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Governo leva Metodologia “Liga pela Paz” à região de Catolé do Rocha

quinta-feira, 1 de outubro de 2015 - 16:54 - Fotos: 

A cultura de paz e harmonia da Metodologia Liga Pela Paz chega a toda região de Catolé do Rocha, com a realização dos encontros “Emoções na Família”, ação do Governo do Estado da Paraíba por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE). Nesses momentos, pais e mães são convidados a falar do nascimento de seus filhos, relembrando e compartilhando um dos momentos mágicos e mais marcantes de suas vidas.

A gerente regional de educação da 8ª GRE, Socorro Muniz, afirmou que essa metodologia consegue motivar pais, filhos e toda comunidade escolar, com a humanização das relações interpessoais. “Hoje conseguimos trazer a família para a escola. Os pais dizem que dialogam muito sobre os temas apresentados no DVD – Emoções na Família – em casa e aprenderam a lidar com sentimentos diversos, como a agressividade, o perdão, a autoestima, o diálogo, o respeito e o afeto, e isso melhora a convivência em toda a comunidade escolar”, comentou a gerente.

Na Escola Estadual São Francisco, localizada no povoado de mesmo nome, da zona rural de Catolé do Rocha, que concluiu o primeiro ciclo de encontros, o assunto mexeu profundamente com os presentes. Conceição Maria, que educa seus dois filhos sozinha, diz que viveu uma situação de extrema alegria no dia em que as mães foram convidadas a falar sobre o nascimento dos filhos. “Recordar tudo que vivi com o nascimento de meus filhos foi uma das situações mais emocionantes de minha vida”, contou.

A coordenadora do Programa Primeiros Saberes da Infância da Escola São Francisco, Ivaneide da Costa Martins, elogiou a iniciativa do Governo do Estado, juntamente com a Inteligência Relacional, e falou da formação de educação emocional que os pais vivenciaram. “Os pais estão mais participativos e interessados no ensino das crianças, a relação familiar mudou de maneira muito positiva”, destacou.

Metodologia Liga Pela Paz - Todas as escolas da 8ª Gerência Regional de Educação (GRE) vêm realizando os encontros “Emoções na Família”. O coordenador do Núcleo de Apoio Pedagógico da 8ª GRE, Hélio Custódio, diz que essa ação vem desmistificando a participação dos pais na escola, que antes apresentavam resistência, já que eram chamados apenas para receber broncas pelo mau comportamento dos filhos. “Hoje os pais estão vindo à escola para falar de seus problemas e dificuldades em educar as crianças e de que forma as unidades de ensino podem contribuir nesse processo. Nosso maior beneficiado são as crianças e já podemos sentir as mudanças, a partir do trabalho da Liga Pela Paz, direcionada aos alunos de 1º ao 5º ano”, observou.

A educadora socioemocional, Edna Alencar, diz que havia uma ausência enorme na escola de se trabalhar esse lado emocional dos pais de alunos, algo que vem sendo preenchido com os encontros Emoções na Família. “As palavrinhas mágicas, como gratidão, respeito, bondade, autoestima estão sendo incorporadas ao cotidiano. Outra parte que enfocamos na metodologia são as inteligências múltiplas, porque muitos pais não consideram certas inteligências dos filhos. Trouxemos isso para eles, que aceitaram bem, de que somos pessoas de diversas inteligências, que não desenvolvemos habilidades apenas para uma coisa, mas para outras também”, disse a professora.

Exemplo - Na região de Catolé do Rocha, no município de São Bento, está localizada a Escola Milton Lúcio da Silva, fundada em 1963. Hoje, a escola encontra-se no centro do município e conta com 330 alunos. Mas o que chama a atenção da Milton Lúcio é a grande quantidade de participantes, quase 60 pessoas, com presença significativa de mães, nos encontros “Emoções na Família”, formação conduzida pelos educadores JacianoAlvez, Mirian Nogueira e Aldimar Monteiro.

Ainda sim, o desafio pela concretização de uma cultura de paz na comunidade escolar não é uma tarefa fácil. Para a gestora Terezinha Alves dos Santos, sua escola, que também concluiu o primeiro ciclo de encontros de Educação Emocional na Família, está conseguindo avanços importantes, como a redução de atitudes violentas dos pais com os filhos, que estão mais calmos e participativos em sala de aula.

A mãe Maria Cavalcante Filho diz que gostou bastante dos encontros, que já sente falta, e que as contribuições ao participar do “Emoções na Família” foram muito significativas. “Estou muito mais paciente com meus filhos. As palestras e o DVD nos ensinam muitas coisas que facilitam a viver em comunidade”, comentou. Já Maria José de Sousa diz que os encontros na escola ajudaram-na a entender e conversar mais com seus filhos.