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Governo leva ações de combate ao mosquito Aedes aegypti ao município do Conde

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016 - 16:56 - Fotos: 

As ações de combate ao Aedes aegypti promovidas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta sexta-feira (8), ocorreram no município do Conde, com a participação do Corpo de Bombeiros e dos Agentes de Combate a Endemias (ACE) daquele município. Pela manhã e à tarde, foram realizadas visitas de casa em casa para identificar e exterminar criadouros e focos do mosquito, que transmite a dengue, chikungunya e zyka vírus. São 18 bombeiros e 21 ACEs envolvidos na atividade, na Comunidade Neves II. A mesma atividade ocorreu em Alhandra, nesta quinta-feira (08) e, desde segunda-feira (04), acontece, de forma simultânea, em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux, com homens do Exército brasileiro.

As atividades fazem parte do Plano do Governo do Estado, lançado em dezembro de 2015, que prevê diversas atividades de combate ao vetor e também da meta estipulada pelo Ministério da Saúde de visitar todas as casas até o dia 31 de janeiro. “Esperamos que os moradores absorvam todas as informações recebidas nesta ação e repassem para os familiares, vizinhos, colegas de trabalho, enfim, a todos do seu convívio, e, desta forma, as barreiras de proteção contra o mosquito serão fortalecidas”, disse o coordenador da Vigilância Ambiental, da 1ª Gerência Regional de Saúde, da SES, Daniel Oliveira.

“Esta parceria com o Governo do Estado é muito boa porque vem ajudar os municípios nesta luta constante de combate ao mosquito. A presença dos bombeiros é muito importante porque causa impacto e, dessa forma, chama mais a atenção das pessoas, pois cada um tem que perceber que a responsabilidade é de todos”, comentou a coordenadora de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Conde, Guiomar Medeiros.

A agente Natalice Máximo e o soldado Stone formaram a dupla que visitou a casa onde mora Renata dos Santos, o marido e dois filhos, no Conde. Lá, encontraram as garrafas de cabeça pra baixo no quintal, que também estava limpo e o lixo bem acondicionado. “Mesmo com todos estes cuidados que tenho, peguei zyka. Só acho que é porque nem todo mundo faz a sua parte e o mosquito continua por aí. Eu vou continuar fazendo a minha obrigação e conversando com as outras pessoas para fazerem o mesmo”, observou.

Na casa vizinha a de Renata, mora Socorro Santos. No quintal dela, havia vários depósitos com água. Ela explicou que, como no Conde há racionamento de água, não pode ser jogada fora. O técnico da 1ª GRS, Antonio Medeiros, explicou pra ela que, quando a água for retirada, antes de colocar a próxima, os depósitos devem ser bem lavados, com bucha e sabão, para retirar toda a crosta que fica nas bordas, eliminando os prováveis ovos que, em contato com a água, eclodem e se transformam em mosquito.

A vizinha dela, a funcionária pública, Rossana Kelly, contou que teve zyka, há quatro meses. “É muito ruim. Doem os ossos e a cabeça, tive febre, fiquei cheia de mancha pelo corpo e até meus olhos ficaram vermelhos. Nunca mais quero passar por aquilo e faço de tudo para fazer minha parte nesta luta e envolver minha família”, disse. O filho, Pedro Ryan, de nove anos, é um exemplo disso. Quando a equipe chegou à casa da família, ele estava ajudando a mãe a cobrir um tambor de água.

“Eu sempre ajudo a minha mãe a lavar a caixa d’água e os tonéis; boto as garrafas de cabeça pra baixo e sempre falo como os meus colegas para ajudarem também em casa. Toda hora escuto falar neste mosquito, na escola, na TV e dentro de casa e vi o sofrimento de minha mãe quando ficou doente. Por isso, acho que é muito importante deixar tudo limpo”, falou.