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Governo lança Programa Estadual de Alimentação Animal

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 - 15:48 - Fotos: 
A Secretaria Estadual do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap) lançou nesta sexta-feira (18), às 10h, no município de Monteiro, o Programa Estadual de Alimentação Animal, voltado para agricultores e criadores que convivem com períodos de estiagens prolongadas no Cariri e que sofrem com a praga da cochonilha do carmim.

Segundo o secretário da Sedap Marenilson Bratista, o objetivo principal do programa é tratar da manutenção dos rebanhos de bovinos, caprinos e ovinos, favorecendo uma alimentação adequada para a sustentabilidade da produção animal.

No lançamento do programa, técnicos da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) fizeram palestra sobre a “Apresentação de tecnologias adaptadas, bloco nutricional e cultivares de palmas resistentes à cochonilha do carmim”.

Representantes da Emater detalharam como será o crédito de custeio e investimentos para a alimentação animal e sobre como o órgão vai prestar assistência técnica e extensão rural permanente para a produção e beneficiamento de forragens.

O funcionamento de barreiras sanitárias para controle da colchonilha do carmim foi detalhado pelo gerente de Defesa Animal da Sedap, Luiz Carlos. Houve demonstração de ensilagem e fenação, realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Emepa.

Encerrando a programação de palestras, o secretário Executivo da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo de Araujo, explicou a criação do fundo rotativo da palma forrageira.

No final do encontro, a Sedap distribuiu raquetes (mudas) da cultivar Palmepa PB 1, resistente à praga. O agricultor que for beneficiado terá a obrigação de repassar a mesma quantidade da palma resistente para outro agricultor, tendo assim efeito repassador.

Cochonilha-do-carmim – É uma praga exótica que ataca a palma forrageira variedade gigante, usada na alimentação dos rebanhos bovinos, caprinos e ovinos, dentre outros. A praga deixa a planta debilitada, provocando o aspecto amarelado, seco e a conseqüente morte das raquetes em curto espaço de tempo. Vem causando sérios prejuízos às regiões produtoras de leite de Pernambuco e da Paraíba, fazendo cair pela metade a produção em algumas regiões.