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13 de março de 2012

Estado lança Plano Diretor de Proteção Civil



Com o objetivo de reduzir riscos e desastres, a Paraíba tem agora o seu Plano Diretor de Proteção Civil. O lançamento ocorreu na manhã desta terça-feira (13), no auditório da Companhia de Desenvolvimento do Estado da Paraíba (Cinep), pelo secretário da Infraestrutura, Efraim Morais.

Elaborado pela Gerência Executiva de Defesa Civil, em parceria com oito órgãos do Governo Federal e 40 secretarias e órgãos estaduais, o Plano tem 61 páginas e vai orientar cada gestor a como proceder em casos de enchentes e outros desastres naturais. De acordo com Morais, serão realizados simpósios nos municípios para apresentar o Plano Diretor. “É preciso que a Defesa Civil de cada município também esteja atuando, pois ela conhece bem os pontos críticos de sua área”, destacou.

Já o coronel Walber Rufino, coordenador da Defesa Civil Estadual, destacou a importância do plano no sentido de dar o rumo que cada órgão de segurança deve tomar diante de uma adversidade natural. “Temos um Plano Diretor de Proteção Civil atualizado, que justifica as ações e os empreendimentos em nível de prevenção, preparação, resposta e assistência à população em caso de desastres”, ressaltou.

A meteorologista Marle Bandeira, da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), apresentou, no lançamento do plano, as previsões climáticas para os próximos três meses no Estado. Segundo ela, as chuvas previstas serão irregulares, com precipitações em determinadas e áreas e em outras não.

Em Convênio com a Agência Nacional de Águas (ANA), a Aesa vai instalar, em Campina Grande, uma Sala de Situação para monitorar por 24 horas os eventos climáticos, visando prevenir grandes danos à população.

Ações integradas – O Plano Diretor de Proteção Civil tem como objetivo geral regular as atividades a serem levadas a efeito pelo Sistema Estadual de Defesa Civil (Sedec). A meta é apontar um caminho para o desenvolvimento de ações de defesa civil integradas com as três esferas de governo e a sociedade civil.

De acordo com o Plano, estudos comprovam que o custo da prevenção é sempre inferior aos custos da reconstrução. O documento traz ainda estatísticas de desastres causados por aumento da precipitação hídrica na Paraíba nos últimos 18 anos.

Uma das diretrizes é organizar e o colocar em funcionamento uma Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), ou órgão correspondente, em cada município paraibano. Haverá ainda o apoio às prefeituras na ordenação do espaço urbano, objetivando diminuir a ocupação desordenada de áreas geologicamente sujeitas a desastres.

O Estado também planeja implementar um Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped), estimulando a realização de especializações em planejamento e gestão em defesa civil.

Prejuízos – No ano passado, os danos causados pelas chuvas em 52 municípios paraibanos afetou 370.502 pessoas. Um total de 11.688 delas foram desalojadas, outras 928 ficaram desabrigadas e duas morreram. A agricultura 59.954,30 toneladas de grãos. Como prejuízos sociais, 70.904 alunos ficaram sem aulas.

Obras destruídas: 1.187 casas, 86 açudes, 59 pontilhões, 49 bueiros, uma escola, uma unidade de saúde. Cerca de cinco mil quilômetros de estradas vicinais foram danificadas, além de 26 escolas públicas, uma particular, 19 açudes, 1.483 residências e 100 passagens molhadas. Os prejuízos financeiros somaram R$ 72,5 milhões.

A ajuda humanitária ajudou as vítimas dos desastres, com a distribuição de 1,1 mil cobertores, 813 colchões, 362 filtros, 1,1 mil fronhas, 1,1 mil lençóis, 1,1 mil toalhas e 813 travesseiros, além de milhares de cestas básicas.