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19 de novembro de 2013

Governo lança campanha contra racismo no Dia Nacional da Consciência Negra



Uma campanha de igualdade racial será lançada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana, nesta quarta-feira (20), Dia Nacional da Consciência Negra. O lançamento acontece durante café da manhã, às 10h, na sede da Faculdade de Direito, no Centro de João Pessoa, e terá a participação de representantes do movimento negro, jornalistas, artistas e do Conselho Estadual de Igualdade Racial (Cepir-PB). O slogan é “Racismo, um crime que se sente na pele”.

O objetivo da campanha, que tem a participação do secretário de Cultura do Estado, Chico César, é sensibilizar a população sobre o racismo no cotidiano dos negros, que hoje representam 58,39% da população paraibana, segundo dados do IBGE. Nas redes sociais, a população poderá aderir enviando fotos com a camiseta da campanha, opinando e postando depoimentos de casos de racismo.

Segundo o gerente executivo da Igualdade Racial, Roberto Silva, a campanha publicitária chega no momento em que a política nacional de promoção da igualdade racial avança no Brasil. “Precisamos continuar dando passos para desmistificação de uma cultura não racista no Estado. Por isto, teremos uma grande interatividade com o público sobre o racismo. É um mecanismo de discussão e até de recebimento de denúncias que serão encaminhadas para delegacias”, disse Roberto.

Segundo ele, a população negra paraibana está inserida nos piores índices de desigualdade racial nas áreas de educação, saúde e de violência. “Existe uma cultura de naturalização, como se o racismo não existisse, mas os índices revelam outra sociedade”, alerta Roberto. Ele cita, por exemplo, que os homens negros ganham menos que os homens brancos e as mulheres negras menos que os homens negros.

A secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, afirma que o governo vem assumindo o compromisso com as políticas de promoção da igualdade racial, pactuando ações para a população negra nos programas Brasil Quilombola e Juventude Viva para o enfrentamento dos índices de violência e homicídios de jovens negros no Estado.

No Brasil Quilombola mobilizamos secretarias e órgãos de governo para que políticas de saúde, habitação e infraestrutura cheguem nos 38 quilombos certificados. Também fortalecemos, por exemplo, o funcionamento do Conselho Estadual de Igualdade Racial e desenvolvemos ações com a Secretaria Estadual de Saúde, com o Comitê Estadual de Saúde Integral da População Negra, que atua nos casos de anemia falciforme e outras doenças de maior prevalência da população negra”, explica.

No Brasil, as pesquisas apontam que existe uma maior estruturação das políticas de igualdade racial, a exemplo da criação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), de fundos específicos para o financiamento de políticas públicas e o fortalecimento dos organismos de políticas para igualdade racial, além de deliberar pela criação de secretarias de estado e conselhos para promoção da igualdade racial.