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15 de maio de 2009

Governo intensifica combate à dengue durante período de chuvas



O Governo do Estado está intensificando o combate à dengue e outras doenças do período das chuvas na Paraíba. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) distribui aos municípios que estão sem abastecimento de água tratada 400 mil frascos (50 ml) de hipoclorito de sódio a 2,5% e otimizando o uso de inseticidas, através da descentralização da atuação dos carros-fumacês.

Conforme o último boletim epidemiológico, de janeiro a abril deste ano foram confirmados 37 casos da doença, 3.304 casos a menos do que no mesmo período de 2008, resultando numa redução de 98,89%. O objetivo da SES é garantir que não se repita epidemia do ano passado, contendo a proliferação do mosquito transmissor da doença neste período chuvoso.

Segundo a Gerência Operacional de Vigilância Ambiental em Saúde da SES, os 15 veículos fumacês foram repassados para as quatro macrorregiões de saúde, seguindo parâmetros técnicos de população residente e número de equipamentos disponíveis. Cinco equipamentos foram destinados para a gerência regional de João Pessoa, quatro para a gerência de Campina Grande, três para Patos e outros três para regional de Saúde sediada em Sousa.

O gerente operacional de Vigilância Ambiental, Nilton Guedes, explicou que a necessidade de aplicação de inseticida à Ultra Baixo Volume (UBV) deverá ser informada à Gerência Regional de Saúde da área, que avaliará a situação e destinará o veículo ao município solicitante. “Os veículos e equipamentos, mesmo estando locados nas sedes das macrorregiões, deverão atender qualquer município que pertença à área correspondente”, observou.

Uso controlado – Nilton Guedes destacou que o uso de inseticidas, através dos carros-fumacês, é restrito a epidemias de dengue ou febre amarela urbana, como forma complementar das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas doenças. Ele esclareceu que a aplicação espacial do inseticida só elimina insetos alados, ou seja, os ovos, larvas e pupas (formas imaturas do vetor) não são atingidas e renovam sempre a população adulta do mosquito. “O uso do fumacê sem critérios produz impactos ao meio ambiente, eliminando insetos polinizadores, como abelhas, vespas e borboletas, bem como predadores naturais”, ressaltou.

O gerente da Vigilância Ambiental acrescentou que o fumacê é uma técnica que tem sua eficiência diminuída por fatores como vento e temperatura. O fato das casas estarem fechadas por ocasião da aplicação também diminui a entrada das gotículas do inseticida no seu interior, onde grande parcela dos vetores se encontra.

Nilton Guedes lembrou que o combate à dengue é uma responsabilidade dos órgãos públicos e de toda população. “A conscientização da população e a tomada de medidas são de fundamental importância para a redução e o controle da doença”, afirmou.

Distribuição de hipoclorito – O repasse do hipoclorito de sódio aos municípios está sendo feito pela Secretaria Estadual da Saúde, através das doze gerências regionais, que avalia a necessidade dos municípios da área. O produto é utilizado no processo de purificação da água.

De acordo com o gerente operacional de Vigilância Ambiental da SES, Nilton Guedes, a distribuição do hipoclorito de sódio é uma medida preventiva e visa dar condições de proteção extra para o consumo humano de água não tratada, recolhida em fontes alternativas como açudes, poços artesianos, cisternas e demais reservatórios.

O tratamento combate à contaminação por doenças como cólera, febre tifóide, leptospirose, giardíase, amebíase, hepatite A, febre tifóide e paratifóide, dentre outras. “Além disso, inviabiliza o surgimento de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue”, informa.

A orientação e os cuidados do manuseio do hipoclorito são repassados à população pelos agentes comunitários de saúde de cada município. Duas gotas devem ser diluídas em um litro de água filtrada. Caso a água esteja turva, deverá ser decantada, ou seja, ficar em repouso para que terra, areia e outros detritos se depositem no fundo. Depois da separação, é feita a aplicação do cloro.
 
Dicas para evitar doenças
– Verifique a origem da água que vai usar
– Ferva toda água não tratada
– Desinfete a água não tratada com hipoclorito de sódio a 2,5%
– Use água tratada para preparar alimentos
– Lave as mãos com sabão antes de preparar, servir ou consumir alimentos
– Lave as mãos após utilizar o banheiro
– Lave frutas e verduras com água tratada antes de ingeri-las cruas
– Armazene água potável em recipientes limpos, sem rachaduras, sem infiltrações e tampados