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23 de fevereiro de 2012

Governo intensifica ações da Defesa Agropecuária para combater pragas e doenças



A fiscalização do trânsito de produtos de origem animal e vegetal será intensificada pela Defesa Agropecuária da Paraíba. Barreiras fixas e móveis estão sendo montadas em regiões estratégicas para evitar que pragas e doenças entrem no Estado. Além de adquirir novos veículos para reforçar a frota da Defesa Agropecuária, o Governo conta com a parceria das polícias rodoviárias Federal e Estadual nas ações das barreiras sanitárias.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Marenilson Batista, para estruturar melhor a Defesa Agropecuária, o Governo está ampliando a frota da secretaria e investindo na informatização dos escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Um dos desafios tem sido o combate à praga da cochonilha-do-carmim, que ataca a palma forrageira, usada na alimentação de bovinos, caprinos, ovinos e outros animais. “No município de Boa Vista, no Cariri, faremos um mutirão para combater a doença”, disse.

A entrada de animais vindos de outros estados está sob forte fiscalização. As Unidades Locais de Sanidade Animal (Ulsas), em diversos municípios, também receberão equipamentos de informática. Nas divisas do Estado, os postos de fiscalização já dispõem de técnicos plantonistas 24 horas, fiscalizando a entrada e a saída de animais e produtos de origem animal e vegetal. Para reforçar a vigilância, em 2011 o Governo contratou e trinou 67 técnicos. A Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap) está também revisando a legislação atual, para encaminhar propostas à Casa Civil do Governador.

Dentre as atividades da Defesa Agropecuária da Paraíba estão a campanha da erradicação da febre aftosa (no Estado, os rebanhos são vacinados em maio e novembro); a vigilância da alimentação de ruminantes; programa de prevenção e controle da anemia infecciosa eqüina; controle de raiva dos herbívoros; diagnóstico situacional da peste suína clássica; cadastro de feiras de animais, vaquejadas, leilões de animais, farmácias veterinárias, dentre outros; fiscalização do uso de agrotóxicos; e serviço de inspeção estadual.

Marenilson alerta também para a proibição, em todo o país, da produção, comercialização e utilização de produtos destinados à alimentação de ruminantes que contenham em sua composição proteínas e gorduras de origem animal – como a cama de aviário, conhecida como cama de frango. Esse material é utilizado para forrar o piso dos galpões, acrescidos das fezes, restos de ração e penas. A cama de frango causa dentre outras doenças a ‘vaca louca’ e o botulismo.