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Governo instala automatização de sistemas e facilita rotina de operadores no Brejo

quarta-feira, 28 de outubro de 2015 - 17:08 - Fotos: 

Imagine 25 anos de trabalho vendo uma mesma rotina: nível, vazão e pressão monitoradas dia a dia, dependentes da supervisão humana. Quando as mãos são trocadas por máquinas, é natural a estranheza inicial, mas, logo se transforma em satisfação. Essa é a nova realidade de Francimar Epifánio, coordenador local da Cagepa em Caldas Brandão. Há duas semanas, o sistema de abastecimento foi automatizado e, consequentemente, o trabalho foi facilitado. “Eu fiquei um pouco desconfiado no início. Afinal, foi uma vida toda trabalhando de uma forma. Tinha minhas dúvidas se, de fato, ia dar certo parar um bombeamento só apertando uns botões. Mas, deu. Melhorou muito, deixou o trabalho mais prático e seguro”, comentou.

A tecnologia da automação permite o monitoramento remoto dos reservatórios, ou seja, o operador consegue acionar à distância os conjuntos motobomba e programar o controle do nível do reservatório, evitando as perdas de extravasamento e o bombeamento desnecessário. Na Paraíba, já são nove sistemas de abastecimento contemplados com expertise local.

A automação de sistemas é um dos novos pilares da gestão da Cagepa, que vem incentivando, por meio da Gerência de Desenvolvimento Tecnológico e Automação (Geta), o interesse de implantação da tecnologia por mais regionais da companhia. Na regional do Brejo, além de Caldas Brandão, foram automatizados os sistemas de Mari e Cajá. A Cagepa investiu R$ 12 mil na compra de equipamentos e o projeto foi totalmente desenvolvido pela própria Geta. Mas, quem fez a ideia sair do papel e tomar forma foi a própria equipe da regional.

O agente de manutenção Ricardo Freitas foi peça dessa equipe ‘prata da casa’. Juntamente com o agente de manutenção Lindembergh Costa e o subgerente de manutenção do Brejo, Márcio Glauco Amaral, ele atuou na montagem dos painéis, instalação de válvulas e toda a implantação dos controles.

Para ele, a soma da assessoria técnica da Geta com a bagagem de campo da equipe do Brejo foi uma equação que deu certo. “Fico honrado em receber essa confiança e reconhecimento por parte da companhia para integrar esse projeto. Contribuímos com a experiência que tínhamos do dia a dia de trabalho e também aprendemos muito, com todo o suporte dado pela Gerência de Automação. No fim das contas, trouxemos uma tecnologia que vai beneficiar e muito nossa regional”, disse.

Economia inteligente – Além da praticidade para os operadores, a automação acarreta também os benefícios da redução de horas extras e contenção no desperdício de água, dois aspectos prioritários em tempos de crise hídrica e financeira. A expectativa do gerente da Cagepa no Brejo, Edson Almeida, é de que, por mês, seja economizado R$ 6 mil só em horas extras. “Ou seja, em dois meses, já cobrimos a verba do investimento inicial. Reduzimos as despesas, oferecemos mais dignidade ao trabalhador, evitamos o extravasamento de água nos reservatórios… ou seja, são inúmeros benefícios. Entendemos que a companhia tem que ter um olhar visionário, não podemos criar resistência às tecnologias”, explicou o gerente.