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Governo inicia obras de construção do Hospital de Mamanguape

quinta-feira, 29 de setembro de 2011 - 17:39 - Fotos: 

Governador assinando Ordem de Serviço. Foto: José marques/Secom-PB

O Governo do Estado iniciou nesta quinta-feira (29) as obras de construção do Hospital Regional e Maternidade de Mamanguape, que atenderá uma população de 150 mil pessoas de 11 municípios do Vale do Mamanguape. O investimento para a construção do hospital é de R$ 9,4 milhões, e a previsão de conclusão obra é de dez meses.

Em solenidade realizada nesta quinta-feira (29), o governador Ricardo Coutinho assinou a Ordem de Serviço autorizando o início das obras da unidade hospitalar, atendendo a uma prioridade elencada durante a plenária do Orçamento Democrático. A população recebeu o governador em praça pública, juntamente com a vice-prefeita de Mamanguape, Maria Eunice, o prefeito de Capim, Sérgio Lima, a prefeita de Rio Tinto, Magna Gervásio e o prefeito de Curral de Cima, Nadir Fernandes.

Após a solenidade, o governador, acompanhado dos secretários Waldson Souza (Saúde), Efraim Morais (Infraestrutura) e Orlando Soares (Suplan), vistoriaram o canteiro da obra no terreno de 13.624,56 m², na saída de Itapororoca, onde já está sendo realizado o serviço de terraplanagem.

Ricardo Coutinho disse que, inicialmente, a construção do hospital não estava prevista para este ano, mas a demanda nas plenárias do Orçamento Democrático foram muito fortes. “Diante da necessidade da população por um serviço de qualidade, o Governo conseguiu relocar recursos e antecipar a obra para este ano.  A saúde é nossa prioridade e não pode esperar, pois 30 minutos a mais em um socorro de urgência para João Pessoa pode significar a vida ou a morte de uma pessoa”, justificou.

Novos hospitais – Ricardo garantiu para este ano a conclusão das obras de reforma nos hospitais de Sumé, Monteiro, Taperoá, Picuí, Pombal e Belém do Brejo do Cruz. Ele acrescentou que o maior desafio do governo é organizar a rede de saúde, e isso só poderá ser feito em parceria com os municípios e os hospitais filantrópicos, que devem dialogar sobre os serviços ofertados, de modo que a população tenha acesso a um serviço mais próximo e de qualidade.

O governador lembrou que estava assinando aquela Ordem de Serviço exatamente no dia em que o seu pai, Coriolano Coutinho, que tinha laços familiares em Mamanguape, completaria 100 anos de vida. Seu Coriolano era agricultor e nasceu em Bananeiras, no dia 29 de setembro de 1911. “É uma grata coincidência estar aqui hoje, dando o comando para uma obra que ajudará a salvar vidas e possibilitará o nascimento de futuros cidadãos mamanguapenses”, disse.

O secretário de Saúde do Estado, Waldson Dias de Souza, destacou que o novo hospital possibilitará uma melhoria muito grande na qualidade do atendimento, que não precisará mais se deslocar à Capital para obter um serviço de urgência ou para que as gestantes tenham seus filhos. “Nossa prioridade é colocar este hospital para funcionar o mais rápido possível formar uma rede de saúde junto com outros hospitais da região”, completou.

Ricardo durante seu discurso em Mamanguape. Foto: José Marques/Secom-PB

Para a vice-prefeita de Mamanguape, Maria Eunice, o início da construção do hospital é um sonho que começa a se tornar realidade. “Hoje é um dia de celebração do povo. Depois de anos de promessas, teremos um hospital instalado em local estratégico e amplo, beneficiando não só Mamanguape, mas toda a população dos 11 municípios da região”, salientou.

Orçamento Democrático – Eleita como prioridade número um no Vale do Mamanguape, a obra do hospital encheu de esperança a população local. Dolores Maria da Conceição, 65 anos, não escondia a satisfação de ver a obra iniciada. “Há muito tempo esperamos. Agora nossos filhos e netos terão direito de serem cidadãos de Mamanguape”, destacou.

O hospital – O hospital contará com 125 leitos, sendo 99 para internações, dez de terapia intensiva (UTI), 12 para observação e quatro para recuperação pós-anestésica. A instituição contará com uma maternidade com três salas de cirurgia e três salas de pré-parto, parto e pós-parto (PPP), além de leitos de observação, ultrassonografia e consultório.