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2 de maio de 2012

Governo inicia campanha para vacinar 1,4 mi de animais



vacinacao contra febre aftosa em bois em alagoinha foto jose lins 127O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca (Sedap), iniciou, na manhã desta quarta-feira (2), a primeira etapa da campanha anual de vacinação contra a febre aftosa. A ação – que se estende durante todo o mês de maio – prevê a imunização de cerca de 1,4 milhão de animais, sendo 1,2 milhão de bovinos e os demais bubalinos. O objetivo principal da campanha é imunizar, no mínimo, 90% do rebanho paraibano, para, assim, elevar o Estado ao status de zona livre da doença. A segunda etapa já está agendada para o próximo mês de novembro.

A solenidade de abertura da ação aconteceu na Estação Experimental da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), no município de Alagoinha, agreste paraibano. De acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca, Marenilson Batista, a campanha é de extrema importância para a Paraíba. Segundo ele, a Defesa Agropecuária está focada no objetivo maior de tirar o Estado da zona de risco médio da aftosa.

“O Governo da Paraíba e todos os órgãos parceiros estão empenhados para que as ações estabelecidas pelo Ministério da Agricultura sejam executadas e as metas alcançadas”, explicou, acrescentando que o Estado vai avançar na luta contra a doença, sobretudo pelo fato de as condições estarem favoráveis a isso. “Tenho certeza que, ao chegar ao final do ano, vamos dizer que conseguimos alcançar nosso objetivo, pois temos fortalecido apoios e buscado os criadores para orientá-los e conscientizá-los”.

O procedimento de vacinação é simples e deve ser feito pelo próprio criador – que é responsável pela aquisição das doses. A vacina tem dosagem específica de 5 ml e precisa ser mantida na temperatura de 2º C a 8º C. Os criadores que já são atentos para a importância da imunização não perdem tempo.vacinacao contra febre aftosa em bois em alagoinha foto jose lins 170

Exemplo deles é o agricultor Luciano Araújo, que reside em Alagoinha, e possui um pequeno rebanho bovino. Na manhã desta quarta-feira, ele já buscou as guias junto a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) para adquirir as vacinas. “Quem quer preservar o rebanho para, lá na frente, vender um produto de qualidade, tem que vacinar. Isso é básico. Participo de toda campanha e sempre imunizo meus animais no período certo”, revelou.

O diretor técnico e pesquisador da Emepa, Wandrick Hauss, frisou que a vacinação contra aftosa não deve ser uma preocupação apenas dos criadores. “A indústria como um todo precisa participar, já que os prejuízos podem se refletir por todo o setor produtivo”.

A campanha – Apesar da participação fiel de alguns criadores, O secretário executivo da Agropecuária e coordenador da campanha, Rômulo Montenegro, disse que o índice vacinal paraibano tem sido baixo, sobretudo pela inconsistência de cadastro de criadores e rebanhos. Para tentar fortalecer a ação, na Paraíba, a imunização contra a aftosa está contando com o trabalho de uma equipe superior a 100 profissionais, que estão divididos em funções distintas.

“Parte deles está fazendo levantamento da quantidade de vacinas vendidas nas farmácias, enquanto outra parte fica na retaguarda, recebendo os relatórios e os comprovantes de imunização. Um grupo está mobilizado em realizar as vacinas assistidas e outro está destacado para a ação punitiva aos que não vacinarem o rebanho”, explicou. Cerca de 80 municípios paraibanos estão sendo tratados como prioridade pela coordenação da campanha, por terem registrado baixo número de vacinas na última ação, em novembro passado.

vacinacao contra febre aftosa em bois em alagoinha foto jose lins 191Comprovação – Após imunizar o rebanho, o criador tem que comprovar a vacina nos escritórios das Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (USLAVs) ou nas sedes da Emater-PB, apresentando a documentação comprovatória, como a nota fiscal e os frascos vazios. A comprovação, no entanto, ainda é bastante negligenciada pelos criadores. Segundo a prefeita de Alagoinha, Alcione Beltrão, muitos dos agricultores da cidade já realizam a vacinação, mas não se dirigem a Emater, em seguida, para apresentar as informações.

“Isso é um problema, pois acabamos tendo estatísticas errôneas no final. Diante disso, se faz importante realizar palestras de conscientização, para mostrar a importância desse procedimento, não só para o próprio criador, mas para todo o País”, disse. Para estimular a apresentação do comprovante por parte dos criadores, existem ações punitivas. “Sem a comprovação, o produtor estará sujeito a multas e terá o rebanho impedido de retirar a Guia de Trânsito Animal (GTA). Em alguns casos, a propriedade do criador até pode ser interditada”, destacou Rômulo Montenegro.

A aftosa - A febre aftosa é uma doença grave que ataca bovinos, caprinos, ovinos, suínos e bubalinos. Sua transmissão acontece através do contato com animal doente, através do ar, das fezes, da saliva e do leite. Pessoas que lidam com animais podem transmitir a doença. Os principais sintomas são aftas na língua, febre, baba em excesso, lesões no casco e lesões nas tetas. Mais informações sobre a doença e a vacina podem ser obtidas por telefone, pelos números 0800-281-3031, (83) 3216-6318 ou (83) 3216-6319.