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18 de março de 2013

Governo inicia campanha de Hanseníase e Geohelmintíases em 15 municípios



O Governo do Estado, em parceria com 15 municípios paraibanos, iniciou nesta segunda-feira (18) a Campanha Nacional de Hanseníase Geohelmintíases que faz parte do Plano Integrado de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde.  Na Paraíba, a campanha vai se estender até o dia 22 de março e será coordenada pela Gerência Executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que fará o  monitoramento dos dados. A meta é investigar os sinais e sintomas da hanseníase em 70% dos escolares; tratar 90% dos escolares (população alvo) com idade entre 5 e 14 anos para geohelmíntiases e realizar, no mínimo,  80% do  tratamento dos casos positivos e de seus contatos de acordo com as normas padronizadas pelo Ministério da Saúde.

Os municípios que vão participar da campanha são João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras,  Alhandra, Araruna,  Cacimbas, Cajazeirinha, Casserengue, Damião, Manaíra,  Itatuba, Santa Cecília, Vierópolis, Bananeiras e Riachão. Eles foram escolhidos por critérios populacional e de desenvolvimento humano dentre outros determinados pela Portaria N2.556 de 28 de Outubro de 2011 que estabeleceu repasse fundo a fundo para implantação, implementação e fortalecimento da Vigilância Epidemiológica destes agravos para o ano de 2012.

No caso da campanha para Geohelmintíases, o público alvo será os estudantes de 5 a 14 anos da Rede Pública de Ensino Fundamental que é considerada a faixa etária mais vulnerável à doença.  Talita Tavares explica que por meio da campanha será possível fazer a detecção rápida da doença o que possibilita o tratamento mais rápido e eficaz do agravo. Os casos suspeitos de hanseníase serão encaminhados à rede básica de saúde para confirmação e tratamento. “Uma vez identificado um caso em uma criança ou adolescente, se faz necessário desencadear ações de vigilância epidemiológica para identificação de novos casos na comunidade”,  explicou.

A Campanha também tem como objetivo reduzir a carga dos geohelmintos (parasitas intestinais conhecidos como lombrigas, que causam anemia, dor abdominal e diarreia), que podem prejudicar o desenvolvimento e o rendimento escolar da criança. As atividades da Campanha incluem ainda, mobilização e orientações para os professores e escolares, subsidiadas por material didático confeccionado para esse fim.

Para o tratamento da Geohelmintíases, o Governo Federal já disponibilizou para o Estado o medicamento Albendazol 400mg. Esse remédio será repassado à Assistência Farmacêutica das Gerências  Regionais de Saúde e será administrado por meio do Programa Saúde na Escola.  Talita Tavares explicou que a oferta e a supervisão do tratamento de geohelmintos nos escolares serão realizadas por profissionais de saúde da área de abrangência das unidades básicas. 

Sobre as Doenças

Hanseníase: É uma doença infecciosa, crônica, causada pelo Mycobacterium leprae que acomete principalmente a pele e os nervos periféricos. É preciso observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam; mas, que causam a sensação de formigamento e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

Geohelmintíases: De acordo com a Gerência de Vigilância Ambiental as Geohelmintíases constituem um grupo de doenças parasitárias intestinais que acometem o homem e são causadas principalmente pelo Ascaris lumbricóides, Trichuris trichiuria e pelos ancilostomídeos. Os casos portadores dessas parasitoses são detectados de forma passiva pelas unidades de saúde no Brasil. Estima-se que a prevalência do país varie de 2 a 36%; com maior destaque em municípios com baixo IDH.