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4 de fevereiro de 2013

Governo implanta ações de prevenção e óbitos por câncer diminuem 9% na PB



 Os óbitos por câncer tiveram uma redução de 9% na Paraíba em 2012, se comparados aos dados do ano anterior. De acordo com a Gerência Operacional de Resposta Rápida, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em 2011 morreram 3,2 mil pessoas vítimas de câncer no Estado e em 2012 o número de óbitos foi de 2.923, totalizando 6.123 mortes nos dois anos.

O Governo do Estado está realizando obras e implementando ações que têm reforçado e melhorado a prevenção e combate ao câncer na Paraíba. Entre as ações, destaca-se a entrega do acelerador linear ao Hospital Napoleão Laureano. O equipamento, que custou R$ 2,1 milhões, foi adquirido com recursos próprios do Estado e está beneficiando 100 pacientes por mês.

O secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza, disse que outra ação direcionada ao combate e prevenção ao câncer será o Centro de Oncologia em Patos, que vai beneficiar cerca de 900 mil pessoas, que não precisarão mais se deslocar para outros centros e terão um atendimento com qualidade e eficiência.

O serviço vai beneficiar a população residente de sete Gerências Regionais Orçamentárias (6ª, 7ª, 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 13ª GRO), o que representa a melhoria de acesso ao serviço.  A unidade terá 10 poltronas na área de quimioterapia, uma sala de atendimento emergencial com dois leitos e dois consultórios de oncologia.

Waldson Sousa destacou que a meta do Governo do Estado não é apenas construir unidades de saúde, mas organizar a rede e construir um cenário com serviços de qualidade e atendimento humanizado.

O Centro de Oncologia de Patos será construído em área já reservada na parte interna do Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro. Todas as recomendações do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estão sendo cumpridas pelo Governo do Estado, que prevê a conclusão da obra em seis meses.

Reduzir o sofrimento do paciente e de sua família e melhorar sua autoestima serão resultados imediatos quando o centro entrar em funcionamento. Do ponto de vista da administração pública, haverá redução de gastos gerada pela descentralização dos serviços.

O governador Ricardo Coutinho destacou a importância do serviço para a população da região. “Serão mais de R$ 6 milhões investidos no Centro de Oncologia, incluindo aí os recursos destinados à aquisição dos equipamentos. Será o primeiro centro de oncologia do semiárido nordestino. Nossa Paraíba, mais uma vez, chama essa grande responsabilidade para si”, afirmou.

A construção do Centro de Oncologia será possível graças a uma parceria do Governo da Paraíba com o Ministério da Saúde, a partir de prioridades definidas pelo governo paraibano. O centro vai contribuir com a implantação da Rede de Atenção em Oncologia do Estado, permitindo que a população de 89 municípios do alto Sertão passe a realizar, em Patos, diagnóstico, tratamento e reabilitação, não precisando se dirigir a Campina Grande ou João Pessoa, onde se encontram atualmente os dois únicos centros de oncologia, com hospitais filantrópicos conveniados com o SUS.

O Governo do Estado também coloca à disposição da população o Centro de Diagnóstico do Câncer (CDC). O centro viabiliza 15 tipos de exames de diagnóstico do câncer. Os pacientes têm que ser encaminhados pelas unidades básicas de saúde e pela Central de Regulação.

Sistemas cadastrados – Na Paraíba, existem quatro serviços credenciados para o atendimento às neoplasias: A Fundação de Assistência da Paraíba (FAP) e o Hospital Universitário Alcides Carneiro, em  Campina Grande, o Hospital Napoleão Laureano e o Hospital São Vicente de Paula, em João Pessoa.

Como referência para tratamento das leucemias, há o Hospital São Vicente de Paula, em João Pessoa, e o Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande. Os tipos de tumores que causaram o maior número de óbitos nos últimos anos foram os de estômago, fígado, pulmão, mama, útero e próstata. 

Medicamentos – O Governo do Estado também coloca à disposição da população paraibana vários medicamentos para o tratamento do câncer, beneficiando cerca de 600 pacientes cadastrados. Os remédios são distribuídos pelo Almoxarifado Central da Secretaria da Saúde. Todos esses medicamentos são de alto custo e o tratamento final para cada paciente pode chegar a cerca de R$ 100 mil.

No Almoxarifado Central da Secretaria de Estado de Saúde (SES) são oferecidos os medicamentos: Sunutinib (Sutent) Tarceva, Mablitera (Rituximabe), Herceptin, Thyrogen, Novaldex D (Tamoxifeno), Temodal e Velcade (Bortezomide).

Para ter acesso a esses medicamentos, o paciente tem que ter em mãos os seguintes documentos:  xerox da identidade, CPF, comprovante de residência, cartão do SUS e o laudo médico. De posse desses documentos, o paciente deve dar entrada em um requerimento  solicitando a  liberação do remédio ao secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Sousa.

O Núcleo de Assistência Farmacêutica formaliza um processo para liberação da medicação, que na maioria das vezes é imediata. “O Governo do Estado tem se preocupado em não deixar que os pacientes, não só os acometidos por câncer, como de outras doenças cujo tratamento e medicamentos são caros, fiquem sem os remédios”, destacou o secretário.

Segundo ele, a prova de que o Governo do Estado tem feito o possível para garantir medicamentos de alto custo à população paraibana aconteceu logo no início da nova gestão, quando o Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcional (Cedmex)  ficou quase sem medicamentos, causando uma série de problemas para os pacientes que não podiam ficar sem tomar os remédios.

O Governo do Estado tentou por diversas vezes resolver o problema com os laboratórios e fornecedores que detém exclusividade destes produtos e praticavam preços com incidência (ICMS). Por causa disso, nos processos de licitação ocorria o fracasso destes medicamentos (preço acima do permitido para compra). Esse impasse só foi resolvido depois que o Governo do Estado solicitou a intervenção do Ministério Público, e agora a entrega de medicamentos excepcionais está normalizada no Cedmex.

Dados – De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 85% a 90% do total de casos cânceres estão associados a fatores ambientais. Entende-se por esses fatores o meio ambiente de forma geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) e o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).  Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia, hepatocarcinoma e câncer de útero. Outros estão em estudo, tais como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

De acordo com o Inca, o envelhecimento traz mudanças nas células, que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células dos idosos terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais frequente nessas pessoas. Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.

Segundo a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Gerlane Carvalho, as causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas interrelacionadas. As causas externas, segundo ela, relacionam-se aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

Ela explicou que o surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. “Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando”.

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. A palavra câncer tem origem no latim, cujo significado é caranguejo. Tem esse nome, pois as células doentes atacam e se infiltram nas células sadias como se fossem os tentáculos de um caranguejo.

Esta doença tem um período de evolução duradouro, podendo, muitas vezes, levar anos para evoluir até ser descoberta. Atualmente, foram identificados mais de 100 tipos desta doença, sendo que a maioria tem cura (benignos), desde que identificados em um estágio inicial e tratados de forma correta.