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Governo faz parceria com Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA para nova pesquisa sobre microcefalia

sexta-feira, 2 de junho de 2017 - 17:52 - Fotos:  Ricardo Puppe/Secom Pb

A Paraíba participará, a partir do mês julho, de uma nova pesquisa com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC) sobre microcefalia. Para isso, duas pesquisadoras do CDC americano estiveram em João Pessoa, nesta quinta (1) e sexta-feira (2), realizando treinamentos, no auditório do Cefor, com as pessoas que vão trabalhar na Pesquisa Zodiac, na qual serão avaliadas as 175 crianças com microcefalia que participaram do primeiro estudo de caso-controle, em 2016, com idade entre 12 meses e dois anos. O estudo, que será realizado em parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Ministério da Saúde e o CDC, deverá apresentar os resultados no início de 2018.

“Esta pesquisa é resultado do primeiro estudo, realizado no ano passado, que trouxe resultados importantes. A partir deste segundo momento, teremos respostas sobre o perfil da doença e, consequentemente, serão desenvolvidas políticas públicas e de enfrentamento às consequências, junto às famílias”, disse a secretária de Estado da Saúde, Claudia Veras.

“O estudo tem o objetivo de compreender a repercussão da síndrome do zika vírus na saúde das crianças com microcefalia e também nas famílias”, explicou a supervisora de campo da pesquisa, Jória Guerreiro.

Na quinta-feira (1) à tarde, as pesquisadoras americanas Georgina Peacock, médica especialista da área de desenvolvimento infantil da CDC e a gerente de projetos, Ashley Satterfield, tiveram a primeira conversa com os profissionais que trabalharão na pesquisa.

Nesta sexta-feira (2) pela manhã, o grupo foi dividido em duas turmas: uma formada por médicos, que foi para a UFPB fazer treinamento sobre exames específicos para quem tem microcefalia; e a outra formada pelos coletadores, que ficou no auditório do Cefor, conhecendo os questionários que serão aplicados durante a pesquisa: será um para os pais; outro sobre a saúde do paciente; verificação do índice de estresse dos pais; avaliação das convulsões e questionário de idades e fases sócio-emocional.

“Precisamos da ajuda de todos para contribuir com o estudo que quer saber o desfecho da microcefalia, a longo prazo, pois ainda não conhecemos os efeitos. O estudo é a tentativa de buscar respostas e dar apoio às famílias das crianças com microcefalia. Com isso, queremos dizer como melhor cuidar dessas crianças”, disse a pesquisadora Georgina.

Além de médicos (neurologistas, pediatras), participarão da pesquisa vários profissionais da área da saúde, a exemplo de fisioterapeutas, enfermeiros, biomédicos, entre outros. Virgínia Batista é fisioterapeuta e destacou a importância de participar da pesquisa. “Quero dar minha contribuição para desvendar esta patologia que é muito nova e, por isso, está cheia de indagações e dúvidas”, disse.

O biomédico Fábio Ramon também trabalhará na pesquisa e afirmou que “o estudo também contribuirá para a melhor assistência e a prevenção”.

De forma simultânea, o CDC também realizará a Pesquisa Zodiac com 60 crianças com microcefalia do estado do Ceará.