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20 de julho de 2012

Governo e município definem ações de combate à violência contra a mulher



O Governo do Estado e a Secretaria de Trabalho e Ação Social de Cabedelo vão realizar ações de combate à violência contra a mulher. Técnicos da Secretaria do Trabalho e Ação Social visitarão escolas e comunidade levando informações sobre a política de combate à violência contra a mulher, orientando sobre os órgãos de assistência às vítimas e os locais onde os casos de violência podem ser denunciados.

O trabalho será desenvolvido pela Prefeitura com o apoio das secretarias da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH), Desenvolvimento Humano (SEDH), Segurança Pública (SEDS) e Polícia Militar (PMPB).

Antes, a equipe que visitar escolas e comunidades passará por um treinamento que abordará a violência de gênero, a Lei Maria da Penha e o trabalho em rede no enfrentamento à violência contra a mulher. O treinamento deve acontecer no dia 23 de agosto, no auditório da Secretaria de Educação de Cabedelo.

A definição das ações ocorreu em reunião realizada no Fórum de Cabedelo, onde os representantes de cada secretaria estadual discutiram a realidade da violência contra a mulher em Cabedelo com os gestores municipais.

Participaram do encontro a secretária executiva da Mulher e Diversidade Humana, Gilberta Soares, a secretária do Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, o assessor de ações estratégicas da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, Isaías Gualberto, e também as defensoras públicas de João Pessoa, Vera Lúcia Marques Braga e Maria de Fátima Marques.

A gestão municipal de Cabedelo foi representada pela secretária de Educação, EloísaViana, a secretária de Trabalho e Ação Social, Eneide Monteiro Régis, a coordenadora da Mulher, Cícera Brito Lima, e a defensora pública Ângela Maria Dantas Lufti Abrantes. Como a questão envolve diretamente a segurança pública, a reunião também contou com a presença do secretário de Segurança de Cabedelo, coronel Vieira, do capitão Luiz, que integra a 3ª Companhia da Polícia Militar de Cabedelo, e do delegado Distrital de Cabedelo, Ademir Fernandes. Profissionais da saúde do município como enfermeiras, psicólogas e assistentes sociais também participaram, assim como lideranças comunitárias, grupos e conselhos tutelares.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, disse que a reunião em Cabedelo foi um momento importante em que gestores do município e líderes comunitários falaram sobre os problemas que atingem a população. “Estamos em uma ação conjunta para tentarmos diminuir os casos de violência contra a mulher no Estado da Paraíba. A SEDH, entre outras ações efetivas, estruturou os 20 Centros Estaduais de Referência Especializados da Assistência Social (Creas) que juntos atendem às vítimas de todo tipo de violência”, destacou a secretária.

A secretária Executiva da Mulher e Diversidade Humana, Gilberta Soares, lembrou a importância do enfrentamento à violência contra a mulher ter se transformado em uma estratégia de Governo, de forma intersetorial. “Este diálogo e parceria das secretarias estaduais expressam o comprometimento da gestão estadual com o enfrentamento à violência contra a mulher e a relevância das questões de gênero para o governo. Esperamos é que os frutos dessas ações possam diminuir os índices de violência doméstica e familiar”, ressaltou Gilberta.

Maior índice – A cidade portuária foi escolhida para iniciar as ações porque está entre os municípios do Estado com maior índice de homicídios, incluindo os crimes contra a mulher. A Secretária de Trabalho e Ação Social de Cabedelo, Eneide Monteiro Régis, espera que com o trabalho de enfrentamento à violência contra a mulher o município de Cabedelo ajude a mudar este quadro de violência.

Conde, João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Mari, Sapé e São José dos Cordeiros também estão nesta lista e vão receber a visita das secretarias estaduais envolvidas na força tarefa de combate à violência. Na quarta-feira (25), a reunião vai acontecer no município de Bayeux, e no dia 2 de agosto será a vez de os gestores públicos da cidade de Mari discutirem, juntamente com o Governo do Estado, formas de enfrentamento à violência contra a mulher.

A gerente operacional de enfrentamento à violência contra a mulher da SEMDH, Cândida Magalhães, compreende que a violência contra a mulher é fruto de uma cultura que supervaloriza o homem em detrimento das mulheres e que alimenta a hierarquia, o mando e o sentimento de posse do homem sobre as mulheres. Ela acredita que o enfrentamento à violência contra a mulher só terá resultados com ações intersetoriais e interdisciplinares. “Governo e sociedade são chamados a trabalhar juntos com ações educativas de prevenção à violência contra a mulher. Já a ação de repressão e punição cabem às instituições de Segurança Pública, Ministério Público e Poder Judiciário”, finalizou.