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Governo promove seminário sobre mortalidade materno-infantil

segunda-feira, 24 de novembro de 2014 - 12:10 - Fotos:  Ricardo Puppe

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Coordenação Geral de Informações e Análise Epidemiológica, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, está promovendo o I Seminário sobre Vigilância do Óbito.

O evento, que acontece nesta segunda-feira (24), até às 17h30, no Hotel Ouro Branco, na Capital, é voltado para profissionais de saúde das áreas da Vigilância do Óbito e da Atenção à Saúde das Regionais e Secretarias Municipais de Saúde de 16 municípios prioritários, além de diretores técnicos e profissionais da área da Assistência de 11 estabelecimentos de saúde, que concentram cerca de 80% dos óbitos infantis e maternos registrados no estado.

O secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza, que fez a abertura oficial, lembrou que, no início da gestão, diante de todas as necessidades encontradas, uma das maiores preocupações era a falta de assistência na área materno-infantil.

Esta rede de assistência foi bastante olhada, principalmente, no Sertão e Alto Sertão e houve um grande investimento. Reconhecemos que ainda há muito a fazer na área de qualificação dos profissionais e, por isso, este evento é tão importante, por oportunizar servidores da saúde a colocar as questões em debate com o objetivo de encontrar as soluções mais adequadas”, disse o secretário.

Para a gerente executiva de Vigilância em Saúde, da SES, Renata Nóbrega, o seminário possibilitará a discussão dos fatores determinantes dos óbitos materno-infantis e, a partir disso, traçar estratégias para combater os óbitos considerados evitáveis no Estado. “A SES revela como prioridade o trabalho de assistência e vigilância com a intenção de criar os grupos condutores para o trabalho conjunto de redução da razão da mortalidade materno-infantil”.

Para a técnica do Ministério da Saúde, Raquel Barbosa, que veio ministrar a palestra sobre “Vigilância do óbito no país”, lembrou que até 90% dos óbitos maternos e 70% das mortes infantis são consideradas evitáveis. “Percebemos que a falta do pré-natal ainda é o maior problema, já que é nele onde são detectadas as doenças que provocam as mortes, a exemplo de hipertensão, diabetes, infecção urinária e outras. Neste seminário, vamos trocar experiências e traçar estratégias de combate, de acordo com a realidade de cada região”, declarou.

Uma das profissionais participantes é a enfermeira do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do Isea, em Campina Grande, Luciana Pereira. “Este seminário significa mais conhecimento, que é o que nos proporciona maior abertura para trabalhar melhor os casos e também otimiza as notificações das doenças compulsórias (aids, sífilis, rubéola, dengue, meningite, etc)”, finalizou.

Pela programação, serão realizadas palestras sobre a qualidade da assistência obstétrica na Paraíba; vigilância do óbito: a experiência bem sucedida no Paraná; vigilância do óbito na integração com os distritos sanitários: a experiência de João Pessoa; evitabilidade dos óbitos fetais e infantis: práticas sobre o processo de investigação na Paraíba e Rede Cegonha.