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17 de janeiro de 2014

Governo e Ministério da Saúde implantam projeto que agiliza resultado do Teste do Pezinho



O Teste do Pezinho agora tem seu resultado conhecido mais rapidamente, graças a uma ação do Ministério da Saúde, em parceria com o Governo da Paraíba, que está disponibilizando envelopes para que os municípios façam a coleta do sangue e enviem via Sedex ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba). O resultado é conhecido em 24 horas. O exame permite detectar precocemente doenças cujos sintomas não são percebíveis nos primeiros dias de vida do bebê e que podem causar sérios prejuízos ao desenvolvimento da criança.

Quando o resultado aponta existência de alguma anormalidade, o Laboratório entra em contato com os responsáveis pela coleta para que o bebê receba logo o atendimento adequado. Nessa quinta-feira (16), a 6ª Gerência Regional de Saúde reuniu profissionais da região de Patos que lidam diretamente na realização do teste do pezinho para explicar as mudanças implementadas pelo MS.

Segundo o gerente regional, José Leudo Farias, o resultado demorava até três meses e agora há a possibilidade de sair em até 24 horas. Ele contou que houve casos no mês passado que crianças com sete dias de vida já estavam recebendo tratamento, devido à rapidez do resultado. “Quanto mais cedo houver o diagnóstico, mais rápido será oferecido o tratamento à criança”, explicou.

A Paraíba é um dos estados selecionados para esse projeto piloto do Governo Federal. Os municípios enviarão suas coletas semanalmente até 14 de março, data marcada para o encerramento da experiência do envio das amostras pelo Sedex.

O ideal é que se faça o Teste do Pezinho entre três e cinco dias de vida do bebê. De acordo com o gerente regional, a expectativa é que com o processo de informação que está sendo feito pela Secretaria de Estado da Saúde, os municípios deem respostas positivas enviando as amostras no período adequado. Essas informações devem ser repassadas às gestantes nas unidades de saúde onde realizam seu pré-natal. Na 6ª regional de saúde, que compreende Patos e mais 23 cidades, há sete municípios que ainda não realizam o teste. “Técnicos dessa gerência estão à disposição para auxiliá-los na capacitação de pessoa”, disse José Leudo.