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Governo e Justiça discutem melhorias no atendimento de saúde nos presídios

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 - 10:57 - Fotos: 

A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), representada por diretores prisionais e por coordenadoras da Saúde da pasta, se reuniu com a secretária de Saúde de Campina Grande, Lúcia Derks, e com o juiz das Execuções Penais na cidade, Fernando Brasilino Leite, para discutirem uma parceria no sentido de reforçar o atendimento de saúde nos presídios campinenses.

A reunião aconteceu na sede da Secretaria de Saúde Municipal, na tarde dessa terça-feira (3). De acordo com o secretário Wallber Virgolino, o objetivo do encontro é promover meios de incluir os serviços de saúde das prefeituras nas unidades prisionais. “Entendemos que, se a maioria dos presos faz parte da população dos municípios onde estão reclusos, eles devem ser atendidos também pela esfera municipal”, disse Wallber.

A ideia é ampliar esse atendimento dentro dos presídios, com o intuito de evitar ao máximo que algum apenado tenha que sair da unidade para receber o atendimento nos postos de saúde ou hospitais. “Nos casos mais graves, os detentos devem ser examinados nas unidades hospitalares externas, porém, muitas vezes essas saídas poderiam ser evitadas, se pudéssemos contar com essa parceria nos atendimentos dentro dos presídios”, frisou.

A secretária Lúcia Derks disse que vai fazer um levantamento junto com os diretores do Complexo Penitenciário de Campina Grande, para começar a traçar as estratégias de atendimento no Complexo Penitenciário do Serrotão, que abriga ao todo mais de 1.300 apenados.

Na avaliação do juiz Fernando Brasilino, a medida é positiva por dois motivos principais. “Estamos dando mais oportunidade de atendimento de saúde aos reclusos, como determina a lei e, ao mesmo tempo, oferecendo segurança aos agentes penitenciários, aos funcionários dos hospitais e até ao próprio apenado, pois cada saída de um detento do presídio significa um risco em potencial para todas as pessoas envolvidas nesse processo”, afirmou o magistrado.