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Governo e Denatran discutem exigência da instalação de simuladores nas autoescolas da Paraíba

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 - 16:24 - Fotos: 

O cumprimento da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que exige a instalação dos simuladores de direção veicular nos Centros de Formação de Condutores foi discutida na manhã desta quinta-feira (6), durante reunião na sede do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran), em João Pessoa, que contou com a presença da coordenadora geral da Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito – Denatran, Cristina Hoffmann, o superintendente do Detran-PB, Rodrigo Carvalho, e representantes dos Centros de Formação de Condutores em funcionamento na Paraíba.

A representante do Denatran está visitando todos os Detrans para discutir o cumprimento da determinação do Denatran e do Contran para que todos os centros de formação de condutores do país instalem simuladores de direção veicular para aulas práticas durante a formação dos candidatos para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação categoria “B”.

A Paraíba é o 12º estado visitado por Cristina Hoffmann para discutir o cumprimento da resolução. Segundo ela, o objetivo destas visitas é verificar como os Detrans estão se estruturando para fiscalizar o setor e convencer representantes dos Centros de Formação de Condutores das vantagens do equipamento. Ela explicou que, com base nas reivindicações dos Detrans e dos centros de formação de todo o país, o Denatran deve se pronunciar sobre a tolerância em relação ao cumprimento da resolução.

Dono de um centro de formação de condutores em João Pessoa e outro em Campina Grande, o empresário Eduardo Feitosa, que é presidente da Associação das Empresas Credenciadas de Centros de Formação de Condutores, revelou que investiu cerca de R$ 70 mil na compra de dois simuladores e não se arrependeu. Ele confessou que chegou a ser contra a medida, mas depois entendeu que o equipamento permitirá avaliar os candidatos em situações adversas, como o estado de embriaguez ao volante.

Já o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores da Paraíba, Claudionor Fernandes, ainda não comprou o equipamento para a seu Centro de Formação de Condutores e, durante a reunião com representantes do Detran e do Denatran, defendeu um prazo maior para o cumprimento da lei.

O presidente da Federação das Associações de Autoescolas e Centros de Formação de Condutores, Magnelson Souza, que também participou da reunião, disse que “o simulador não deve ser visto como um obstáculo e sim como uma ferramenta para aprimorar os serviços prestados pelas empresas responsáveis pela formação dos condutores”.

Situação na Paraíba – O superintendente do Detran, Rodrigo Carvalho, disse que o Detran da Paraíba já adotou várias medidas para cumprimento da resolução. Ele lembrou que o equipamento chegou a ficar em exposição em João Pessoa e Campina Grande, a fim de que fosse testado e conhecido pela população e por donos de centros de formação de condutores.

No final do mês de janeiro, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta no qual os representantes dos centros de formação de condutores se comprometeram a adquirir e instalar os equipamentos no prazo de 120 dias.

Rodrigo Carvalho alertou que o Detran da Paraíba vai seguir integralmente o que for determinado pelo Denatran em relação à tolerância para a exigência do uso do equipamento e não descartou a possibilidade de bloquear a inscrição de candidatos encaminhados ao Detran por centros de formação de condutores que não estejam disponibilizando o simulador de direção veicular aos seus alunos.

Simulador – O objetivo da implantação do simulador5 é utilizar a tecnologia para que os candidatos tenham noções de direção veicular, antes do acesso real ao veículo, que só acontece nas aulas práticas.

Utilizando os equipamentos, os futuros condutores passam por situações que permitem o domínio da máquina, como se estivessem dirigindo um veículo de verdade. A simulação da prática de direção veicular deve ser ministrada em equipamentos homologados pelo Denatran, sob a fiscalização dos órgãos executivos estaduais de trânsito e do Distrito Federal.

Serão exigidas cinco aulas de 30 minutos com conteúdo didático, como conceitos básicos de condução, marchas, aprendizado de circulação em avenidas, curvas, estradas, vias de tráfego, regras de segurança, congestionamento e em situações climáticas e de risco.

Os futuros condutores só vão poder utilizar o simulador após o cumprimento da carga relativa às aulas teóricas-técnicas e antes da realização do exame teórico. As aulas serão ministradas pelo instrutor de trânsito, o diretor de ensino, ou o diretor geral do Centro de Formação de Condutores (CFC), que deve acompanhar e supervisionar cada candidato.