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Governo e Círculo do Coração promovem encontro de Cardiologia

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014 - 14:19 - Fotos:  Ricardo Puppe

João Pessoa está sediando o primeiro encontro da Rede de Cardiologia Pediátrica Paraíba-Pernambuco, que este ano é coordenada da pela ONG Círculo do Coração do Recife numa parceria com o Governo do Estado. O evento está acontecendo durante toda esta sexta-feira (14), no auditório do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal da Paraíba, e reúne cerca de 200 pessoas entre secretários de saúde, médicos e enfermeiros que atuam no projeto.

Na tarde desta sexta-feira, o secretário de Estado da Saúde, Waldson Souza, entrega os equipamentos às novas equipes de saúde que a partir deste ano passarão a integrar a Rede. São oxímetros e Ipads que vão auxiliar no diagnóstico de doenças cardiopatas.

De acordo com o diretor de Projetos do Círculo do Coração, Paulo Coelho Vieira, além da cardiopatia, a Rede vai trabalhar também com perionatologia, que cuida da criança desde o nascimento até os 16 anos de idade. A Rede também pretende estender o atendimento a partir da Atenção Básica. “Quanto mais cedo o diagnóstico, mas chance de cura terá a criança e o impacto será menor na média e alta complexidade”, justificou.

Outra novidade é a expansão dos serviços. Antes, eram apenas 12 maternidades e agora esse número chega a 20 em 15 municípios paraibanos. Este ano, passaram a integrar a Rede os municípios de Catolé do Rocha, Pombal, Itabaiana, Princesa Isabel e Santa Rita. Há dois anos, a Rede vem funcionando em Cajazeiras, Campina Grande, Esperança, Guarabira, Itaporanga, João Pessoa, Monteiro, Patos, Picuí e Sousa.

Waldson Souza, lembrou que, além do aumento no número de serviços, o Governo do Estado também ampliou os investimentos de R$ 3,3 milhões para R$ 6,3 milhões este ano. O secretário afirmou que agora o projeto vai cobrir cerca de 90% dos nascimentos na Paraíba. “Isso mostra a preocupação do governador Ricardo Coutinho com a saúde do povo paraibano e, nesse caso em particular, com a criança”, destacou.

O secretário da Saúde disse ainda que com a ampliação dos serviços e dos investimentos, a Rede de Cardiologia Pediátrica vai poder realizar o diagnóstico de outras doenças que não sejam cardíacas, a exemplo de problemas vasculares e gastrointestinais, dentre outras. “Com essa expansão surge a necessidade de melhorar a rede com investimentos em equipamentos, pessoal qualificado e infraestrutura e já estamos nos preparando para mais essa missão que, com certeza, não será fácil, mas também não será impossível”.

O diretor geral do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, Bruno Leandro de Souza, disse que quem vai continuar ganhando são as crianças paraibanas que sofrem com cardiopatias. “Os novos equipamentos irão melhorar a qualidade da assistência prestada às crianças paraibanas. Agilizarão o diagnóstico e permitirão um acompanhamento e tratamento mais eficientes. Além disso, por telemedicina, um grupo de especialistas continua 24 horas à disposição para auxiliar na intervenção dos pacientes mais críticos. É o sinal de compromisso do Governo do Estado com a saúde das crianças e adolescentes da Paraíba”, observou.

O diretor geral do Hospital Regional de Princesa Isabel, Cícero Florentino Neto, que agora passa a integrar a Rede de Cardiologia Pediátrica, destacou que o serviço será grande importância para a região. Ele explicou que a regional de saúde atende a nove municípios paraibanos, além de prestar atendimento a municípios pernambucanos, a exemplo de Flores, Carnaíba e Afogados da Ingazeira. “Está de parabéns o Governo do Estado por levar mais esse serviço à nossa região”, afirmou o diretor, ao destacar que uma criança cardiopata já foi atendida e passou por cirurgia no Recife.

Balanço - Nos último dois anos, cerca de 40 mil crianças foram atendidas pela Rede de Cardiologia Pediátrica Pernambuco-Paraíba. Durante esse período, foram diagnosticadas quase mil crianças com doenças cardíacas, 220 foram submetidas a cirurgia e as demais encontram-se em tratamento clínico. Antes desse convênio, muitas dessas crianças tinham que se deslocar para outros Estados, porque a Paraíba ainda não tinha um serviço especializado.

A Rede de Cardiologia Pediátrica é financiada com recursos da Secretaria de Estado de Saúde e surgiu da necessidade de melhorar o atendimento em cardiologia pediátrica no Estado, que até recentemente passava por problemas de diagnóstico tardio, falta de serviços para realização das cirurgias, processos judiciais, dentre outros pontos. Os gastos com transporte aéreo e tratamentos em outros estados eram muito caros, chegando à cobrança de um milhão de reais para o tratamento de uma única criança.