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24 de outubro de 2012

Governo do Estado vai construir cisternas em mais de 70 municípios paraibanos



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh), realiza ações para o enfrentamento à seca e disponibiliza equipamentos como cisternas (11.450), tanques de pedra (250) e bombas d’água (200). O programa é uma parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal, com um investimento de R$ 50 milhões, que beneficiará cerca de 15 mil famílias de mais de 70 municípios paraibanos.

A Secretária da Sedh, Aparecida Ramos, explica que as ações de combate à estiagem acontecem no âmbito da segurança alimentar e nutricional. “A Sedh promove o acesso à água para famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional a partir da efetivação de tecnologias sociais para a captação e armazenamento de água de chuvas e produção de alimento”.

O gerente de apoio a programas governamentais da Sedh, Luiz Lianza, acrescenta que na perspectiva do consumo humano, a Secretaria promove a construção de cisternas de placa, equipamento utilizado para captação e armazenamento de águas com capacidade para 16 mil litros. Esta água, que é aparada a partir de calhas instaladas nos telhados das casas, é manejada adequadamente para as cisternas, que suportam até oito meses de estiagem.

“O processo de implementação da ação prevê, além das obras de construção dos equipamentos, a formação das famílias para o convívio com o semiárido e a capacitação de pedreiros e agentes de saúde”, informa. Esta ação foi iniciada em Campina Grande e se estende por mais 32 municípios do perímetro do semiárido paraibano.

Desta forma, serão construídas 8.050 cisternas de placa, orçadas em R$ 15.890.000,00, sendo R$ 13.000.000,00 do Ministério do Desenvolvimento Social e R$ 2.890.000,00 do Governo do Estado. As obras devem ser concluídas até metade do próximo ano, beneficiando 8.050 famílias. 

Produção de alimentos – Outra ação da Sedh para apoiar a produção de alimentos para o autoconsumo é a implementação de tecnologias sociais também para captação e armazenamento das águas de chuva associadas a unidades de produção de alimentos, no modelo de quintais produtivos.

Nesta ação, a Sedh está investindo em quatro diferentes modelos de equipamentos: Cisterna Calçadão, Cisterna de Enxurrada, Tanque de Pedra e Bomba D´água Popular. Juntas, estas ações beneficiarão 6.550 famílias, em um investimento de R$ 35.000.000,00. Deste total, R$ 3.200.000,00 é investimento do Governo do Estado.

As Cisternas Calçadão e de Enxurrada são equipamentos similares a Cisterna de Placa, diferenciando na forma de captação da água. “Este modelo utiliza vasto calçadão de cimento ou o acidente geográfico que provoca enxurradas para canalizar a água para as cisternas. Estes equipamentos comportam até 52 mil litros de água e devem ser utilizados para apoio às atividades domésticas e à produção de alimentos”, destaca Luiz Lianza.

Já os Tanques de Pedra são fendas largas, barrocas ou buracos naturais, normalmente de granito, construídas em áreas de serra ou onde existem lajedos, que funcionam como área de captação da água de chuva. O volume de água armazenado vai depender do tamanho e da profundidade do tanque.

Para aumentar a capacidade, são erguidas paredes de alvenaria, na parte mais baixa ou ao redor do caldeirão natural, que servem como barreira para acumular mais água. “O Tanque de Pedra é uma tecnologia de uso comunitário. Em geral, cada tanque beneficia uma média de sete a dez famílias. A água armazenada é utilizada para o consumo dos animais, plantações e nos afazeres domésticos. A sua construção consiste na utilização de acidentes geográficos impermeáveis (lajedos) que acumulam água quando são barrados”, explica.

A Bomba D´água Popular é um equipamento manual com uma roda volante, que puxa grandes volumes de água do subsolo com pouco esforço físico, aproveitando a água de poços tubulares desativados, podendo ser instaladas em poços de até 80 metros de profundidade. Essa tecnologia é de uso comunitário e permite o acesso à água para produção de alimentos, consumo animal e utilização doméstica e atende também entre sete e dez famílias.