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25 de julho de 2012

Governo do Estado sensibiliza profissionais sobre notificação de emergências em saúde pública



Cerca de 120 profissionais da saúde das Gerências Regionais de Saúde, da Vigilância Epidemiológica dos municípios sede das Regionais, das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), Saúde Indígena e da Saúde Prisional participaram, nesta quarta-feira (25) pela manhã, da abertura do I Seminário para Discussão das Emergências de Saúde Pública, que acontece no Hotel Caiçara, em João Pessoa, até esta quinta-feira (26). O objetivo é fortalecer a vigilância para a detecção e notificação imediata de doenças como dengue e sarampo.

O evento promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) tem como principal objetivo fortalecer a vigilância para a detecção e notificação imediata dos agravos que constituem o anexo II da portaria 104/MS.  A portaria define as terminologias adotadas em legislação nacional, conforme o disposto no Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI 2005), e a relação de doenças, agravos e eventos em saúde pública de notificação compulsória em todo o território nacional e estabelece fluxo, critérios, responsabilidades e atribuições aos profissionais e serviços de saúde e o anexo II lista os eventos que se constituem possíveis emergências de saúde pública.

De acordo com a coordenadora do Centro Estadual de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-PB), Ana Maria Aires, entre os 19 agravos diretos contidos no documento estão a dengue, febre amarela, botulismo, sarampo e rubéola. “O seminário busca a sensibilização dos profissionais de saúde, especialmente dos que atuam na vigilância, para a notificação dos agravos diretos já no momento em que se configura a suspeita da doença, e assim evitar o equívoco da notificação apenas diante da confirmação do caso”, explicou.

Ana Maria Aires lembrou que os agravos contidos no anexo II da portaria 104/MS, por serem considerados de emergência, precisam ser notificados em até 24 horas. “Este tipo de evento é importante para reduzir o número de subnotificações que ocorrem em todo país e que não condizem com o número real dos casos que chegam às unidades de saúde. O monitoramento das notificações permite a elaboração e execução de estratégias que consigam, de forma eficaz, quebrar a cadeia de transmissão controle do agravo”, observou.

A coordenadora informou ainda que as ações são definidas tão logo as notificações cheguem ao Cievs-PB. E esclareceu: “O processo começa quando o profissional de saúde, ao receber um caso suspeito de um dos agravos, informa o fato ao Cievs através do telefone 8828.2522 ou dos emails notifica@saude.pb.gov.br ou cievs@saude.pb.gov.br. A população também pode fazer uso dos contatos para notificar casos suspeitos. Nossa estrutura funciona 24 horas por dia, em esquema de plantões. O Cievs, por sua vez, encaminha a informação para o setor responsável dentro da Secretaria de Estado da Saúde para que ele possa articular as medidas cabíveis de monitoramento, como ir atrás dos possíveis comunicantes do agravo, por exemplo”.

O Ministério da Saúde também mantém um Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde na esfera federal com o propósito de fortalecer a capacidade do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde para identificar precoce e oportunamente emergências em saúde pública, a fim de organizar a adoção de respostas adequadas que reduzam e contenham o risco à saúde da população.

Nesta quinta-feira (26), o seminário promovido pela SES continuacom a abordagem de temas como Influenza H1N1, Poliomielite, Doenças Exantemáticas (sarampo) e Monitoramento das doenças diarreicas.